PF identifica transferência de R$ 1 milhão de ex-marqueteiro para produtora de filme sobre Bolsonaro
A Polícia Federal identificou a transferência de R$ 1 milhão do ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro para a produtora do filme Dark Horse. A operação "Make Up", autorizada pelo STF, apura movimentações atípicas de R$ 19 milhões na empresa entre novembro e dezembro de 2025
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A Polícia Federal identificou que o ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, transferiu R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment. A empresa é a produtora do longa-metragem Dark Horse, obra que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro.
As evidências foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e fundamentaram a decisão do ministro Flávio Dino de autorizar a operação "Make Up", deflagrada nesta quinta-feira (10).
Movimentações financeiras e a produção do filme
De acordo com dados do Conselho de Atividade Financeira (Coaf), a Go Up Entertainment apresentou movimentações atípicas em suas contas correntes entre novembro e dezembro de 2025. No período, a produtora movimentou um total de R$ 19 milhões, sendo R$ 8,9 milhões em créditos e R$ 10 milhões em débitos.
Além do repasse feito pelo marqueteiro, a PF destacou transferências provenientes de Marcello e do deputado Mario Frias. Este último atua como produtor executivo do filme, cujas gravações ocorreram em São Paulo entre 20 de outubro e 7 de dezembro de 2025.
Os investigadores ressaltaram que o fluxo financeiro analisado coincide com o período de produção da obra. Entre os gastos da empresa, foram identificadas despesas com serviços de outras produtoras, refeições e hospedagens em hotéis de alto padrão.
Bastidores da pré-campanha
O profissional de marketing atuava na estratégia de pré-campanha de Flávio Bolsonaro, mas deixou a equipe após a repercussão de notícias e mensagens sobre uma reunião do candidato com Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master.
A saída ocorreu em um momento de pressão sobre a comunicação do grupo. Na ocasião, o marqueteiro declarou que a decisão de deixar o cargo foi voluntária, com o objetivo de concentrar seus esforços na gestão de sua própria empresa.