Justiça

PF pede afastamento de Toffoli de investigação sobre fraudes no Banco Master

12 de Fevereiro de 2026 às 10:01

A Polícia Federal pediu ao presidente do STF o afastamento do ministro Dias Toffoli da investigação sobre fraudes no Banco Master. O pedido se baseia em menção ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do banco investigado. O gabinete de Toffoli contestou a solicitação, alegando falta de legitimidade da PF para apresentar o pedido

A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que o ministro Dias Toffoli se afaste do caso que investiga fraudes no Banco Master, instituição financeira que foi liquidada pelo Banco Central. O pedido, protocolado na última segunda-feira, dia 9, decorre da descoberta de uma menção ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do banco e um dos investigados no inquérito. O conteúdo específico da mensagem está sob sigilo judicial.

A solicitação da PF ocorre em um momento de questionamentos sobre a atuação de Toffoli no caso. No mês anterior, o ministro passou a ser alvo de críticas após a divulgação de notícias sobre irregularidades em um fundo de investimento relacionado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, propriedade de familiares do ministro.

O gabinete de Dias Toffoli rebateu a solicitação da Polícia Federal, afirmando que a instituição não possui legitimidade para apresentar o pedido de suspeição, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. A assessoria do ministro informou que a resposta formal ao pedido será apresentada diretamente ao presidente do STF.

As investigações sobre o Banco Master ganharam força em novembro de 2025, com o lançamento da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. A operação investiga a concessão de créditos fraudulentos pela instituição, incluindo uma tentativa de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB), banco público do Distrito Federal. A PF estima que as fraudes podem totalizar R$ 17 bilhões.

Com informações de Agência Brasil

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