Justiça

PF revela contrato de 50 milhões entre escritório de esposa de Moraes e empresa Viking

01 de Setembro de 2026 às 15:39 2 min de leitura

Relatório da Polícia Federal indica contrato de R$ 50 milhões entre a empresa Viking Participações Ltda e o escritório de Viviane Barci de Moraes. O acordo previa pagamento em 36 meses, incluindo a entrega de um jatinho e um helicóptero. O documento foi encaminhado ao STF e à PGR

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Um relatório da Polícia Federal revelou a existência de um novo contrato, no valor de R$ 50 milhões, firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e a empresa Viking Participações Ltda. O documento, datado de 12 de maio de 2025, soma-se a outro acordo já divulgado, de aproximadamente R$ 131 milhões, com o Banco Master.

A evidência do contrato sigiloso foi encontrada em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, sócio da Viking, e o advogado Leonardo Palhares. O material integra um relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que teve o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça e foi encaminhado para a análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Detalhes do pagamento e bens envolvidos

O acordo previa o pagamento de até R$ 50 milhões líquidos ao escritório de Viviane Barci de Moraes em um prazo de 36 meses. A transação poderia ocorrer via transferência bancária ou por dação em pagamento, modalidade que permite a quitação de dívidas mediante a entrega de bens móveis, imóveis ou a prestação de serviços.

Em diálogos datados de 16 de maio de 2025, Leonardo Palhares apresentou a Vorcaro duas propostas para a liquidação do montante:

  • R$ 40 milhões seriam quitados com a entrega de cotas de duas aeronaves, sendo um jatinho e um helicóptero.
  • R$ 10 milhões seriam destinados ao reembolso de despesas operacionais decorrentes do uso dessas aeronaves.

Estrutura societária e execução

Tanto a Viking Participações quanto a outra empresa envolvida estavam vinculadas ao grupo Prime. Em comunicações internas, um sócio de Vorcaro, identificado como Marcos, afirmou que as aeronaves já eram utilizadas pelo ministro e por sua esposa.

Durante as negociações, Vorcaro descartou a sugestão do advogado de transferir os bens com a possibilidade de recompra futura. Embora os documentos tenham sido tornados públicos nesta terça-feira (1º), não há confirmação de que a transferência das aeronaves tenha sido finalizada. Consultas à Junta Comercial de São Paulo, onde as empresas F24 e F53 — proprietárias dos veículos — estão registradas, não localizaram registros de transferência de cotas.

Com informações de G1

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