Justiça

PGR pede arquivamento de denúncias feitas por dono do Banco Master por falta de provas

03 de Setembro de 2026 às 07:08 2 min de leitura

A PGR pediu o arquivamento de denúncias de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por falta de provas em depoimento. O banqueiro, preso em Brasília, é investigado por fraudes de R$ 12 bilhões, incluindo prejuízos de R$ 8,8 bilhões ao BRB

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o arquivamento de denúncias apresentadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após concluir que o banqueiro não apresentou provas durante seu depoimento. Vorcaro, que está preso em Brasília, é acusado pela Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode totalizar R$ 12 bilhões.

O depoimento foi colhido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da defesa do banqueiro. Na ocasião, Vorcaro alegou sofrer graves intimidações e afirmou que sua intenção ao propor uma delação premiada era denunciar indivíduos vinculados ao núcleo do atual governo.

Impasses na delação e alegações de ameaça

Apesar das declarações, a PGR apontou que as falas de Vorcaro foram interpretações pessoais, sem respaldo jurídico ou conexão com o processo legal de sua prisão. O banqueiro afirmou ter desistido de prosseguir com a colaboração por se sentir ameaçado por "pessoas do poder" que desejariam sua permanência na prisão.

Anteriormente, em 15 de junho, a defesa de Vorcaro já havia submetido uma proposta de delação ao Ministério Público. O acordo foi rejeitado por falta de elementos novos e suficientes sobre as investigações. A prisão do banqueiro foi confirmada por colegiado no STF.

Durante a oitiva, Vorcaro não mencionou sua relação com outras autoridades políticas nem sua participação no financiamento de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Impactos no BRB e operação Compliance Zero

No depoimento, o dono do Banco Master defendeu a viabilidade de uma fusão entre sua instituição e o Banco Regional de Brasília (BRB), classificando a operação como benéfica. No entanto, a relação entre as entidades é alvo de investigação.

Em abril, a operação Compliance Zero resultou na prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. A Polícia Federal sustenta que Costa teria autorizado transações com o Banco Master sem a devida governança e sem lastro financeiro.

O prejuízo estimado pelo BRB é significativo:

  • R$ 8,8 bilhões: valor em créditos do Banco Master que seriam inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.
  • R$ 2,2 bilhões: montante que o governo do Distrito Federal afirma conseguir recuperar para cobrir parte dos títulos.
  • R$ 6,6 bilhões: saldo remanescente que demandaria a contratação de um empréstimo para sanar o rombo patrimonial.

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