Polícia Civil desarticula fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá e prende dois homens
A Polícia Civil desarticulou, nesta quinta-feira (7), uma fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. A operação resultou na prisão de dois homens e na apreensão de insumos e produtos distribuídos para vários estados
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, desarticulou nesta quinta-feira (7) uma fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio. A operação, fundamentada em cruzamentos de dados e inteligência, resultou na prisão de dois homens e na apreensão de insumos e produtos finalizados. A estrutura era robusta e distribuía o material ilícito para diversos estados brasileiros.
A substância, composta por quartzo moído, algodão e óxido de alumínio, é proibida por lei estadual desde novembro de 2017. A legislação veda a posse, o porte, o uso e a comercialização de qualquer material cortante utilizado em pipas, incluindo o cerol, feito de cola e vidro moído.
A periculosidade do material reside na alta resistência e no poder de corte, que podem causar mutilações e ferimentos graves. O risco se estende a animais e à rede elétrica, mas atinge com maior severidade os motociclistas, cujas vítimas frequentemente sofrem cortes na região do pescoço, podendo levar ao óbito. Um exemplo recente ocorreu em abril deste ano, em Cascadura, zona norte do Rio, quando Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, morreu após ser atingido por linha chilena.
O cenário de ilegalidade apresenta crescimento acentuado no Rio de Janeiro. O volume de denúncias sobre a comercialização e o uso de cerol e linha chilena saltou de 561 casos em 2024 para 1.203 em 2025. No primeiro trimestre de 2026, já foram registrados 110 novos relatos.