Justiça

Polícia Civil investiga vídeo de homem que conduziu pessoa negra com corrente no Rio

26 de Outubro de 2026 às 19:20 2 min de leitura

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a conduta de Carlos Martins, que conduziu um homem negro com uma corrente durante ato de Flávio Bolsonaro. O caso, encaminhado à Decradi, é analisado também pelo TRE-RJ e pelo Ministério da Igualdade Racial. O acusado alegou que a ação foi uma sátira política

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias de um vídeo gravado durante a manifestação de encerramento da campanha de Flávio Bolsonaro, na Barra da Tijuca. As imagens, registradas no sábado (24), mostram um manifestante branco conduzindo um homem negro por meio de uma corrente. O caso foi encaminhado à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

O episódio ocorreu na Praça do Ó e em trechos da orla da Zona Sudoeste, em um ato que reuniu aliados do candidato, como o governador eleito Douglas Ruas e o deputado federal Nikolas Ferreira. Na filmagem, a vítima trajava adesivos e inscrições do Partido dos Trabalhadores (PT) e portava um tridente, enquanto o agressor gritava ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reações e Investigações

O Ministério da Igualdade Racial solicitou a intervenção do Ministério da Justiça e da Procuradoria Regional Eleitoral do Rio para investigar a ocorrência de um possível crime de racismo. Paralelamente, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) analisa as imagens para determinar as medidas cabíveis, embora a Polícia Civil tenha informado que não houve registro oficial com tais características até o momento.

O jornalista Raphaël Bernard, responsável pelas imagens publicadas pela revista Fórum, relatou o impacto da cena, destacando a natureza explícita da situação. Outro registro, feito pelo repórter Luís Adorno, mostra que o homem negro utilizava uma máscara em determinado momento da ação.

Defesa do Acusado

Identificado como Carlos Martins, o homem que segurava a corrente negou a intenção racista, alegando que a encenação tratava-se de uma sátira política. Martins apresentou pedidos de desculpas aos cidadãos que se sentiram ofendidos pela conduta.

O ato aconteceu na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, contexto em que Flávio Bolsonaro disputava a Presidência da República contra Lula, que foi reeleito.

Com informações de G1

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