Justiça

Polícia Federal adia depoimento de Augusto Lima após solicitação da defesa do banqueiro

03 de Agosto de 2026 às 10:06

A Polícia Federal adiou o depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, a pedido da defesa. Lima é investigado por viabilizar a compra de carteiras do Banco Master pelo BRB e possui vínculos com o senador Jaques Wagner. O parlamentar é suspeito de receber propina para favorecer a instituição financeira

A Polícia Federal adiou o depoimento de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que deveria ter ocorrido nesta segunda-feira (3). A mudança na agenda atende a uma solicitação da defesa do banqueiro, e a nova data para a oitiva ainda não foi definida.

Conexões e Operações

Augusto Lima, apelidado de "Guga", assumiu o controle do Banco Pleno em julho de 2025. Ele possui vínculos com Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, atualmente detido em Brasília. As investigações da PF, baseadas em dados extraídos de aparelhos celulares de Vorcaro, indicam que Lima atuou para viabilizar a compra de carteiras do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

O histórico de Lima inclui a prisão preventiva em novembro do ano passado, durante a Operação Compliance Zero. Em 18 de junho, na nona fase da mesma operação, ele foi novamente alvo de mandados de busca e apreensão. Paralelamente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno em fevereiro deste ano.

Investigação sobre Jaques Wagner

O caso também envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado. Detalhes da investigação, tornados públicos na última quinta-feira (30) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que o parlamentar teria recebido propina para favorecer o Banco Master.

A Polícia Federal identificou 74 ligações telefônicas entre o senador e Augusto Lima. Wagner é suspeito de ter atuado como articulador político no Senado para beneficiar a instituição de Vorcaro, especificamente em pautas como a ampliação da margem de empréstimos consignados.

Como contrapartida por essa atuação, as apurações indicam que o senador teria recebido:

  • Um imóvel em Salvador (BA), avaliado em R$ 2,45 milhões;
  • Repasses financeiros no valor de R$ 3,5 milhões destinados a empresas de seus familiares.

Em declaração feita na sexta-feira (31), Jaques Wagner, que concorre à reeleição para o Senado em outubro, afirmou estar tranquilo e declarou que provará sua inocência.

Com informações de G1

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