Justiça

Polícia Federal aponta irregularidades em transferências de R$ 7,15 bilhões entre Tirreno e Banco Master

11 de Setembro de 2026 às 12:42 2 min de leitura

A Polícia Federal identificou irregularidades em transferências de R$ 7,15 bilhões entre a Tirreno Consultoria e o Banco Master em 2024 e 2025. Os créditos, apontados como artificiais, foram repassados ao BRB, gerando um prejuízo de R$ 8,8 bilhões

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A Polícia Federal apontou indícios de irregularidades em transferências de créditos que somam R$ 7,15 bilhões, realizadas entre a empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Créditos e Participações e o Banco Master durante os anos de 2024 e 2025. As conclusões constam em um laudo cujo sigilo foi levantado nesta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Operação e artificialidade dos créditos

A investigação revelou que a Tirreno — empresa criada em novembro de 2024 sob a denominação SX 016 Empreendimentos e Participações — não possuía capacidade operacional para a originação dos créditos. A PF destacou que a primeira transferência para o Banco Master, no valor de R$ 280 milhões, ocorreu apenas um mês após a fundação da companhia.

No relatório, a PF detalha a existência de padrões atípicos nos registros, como a repetição de valores e a replicação de contratos, o que caracteriza a artificialidade da carteira. Além disso, os agentes federais não localizaram provas de que o Banco Master tenha efetuado o pagamento das cessões de crédito à Tirreno.

Impacto no BRB e prejuízos financeiros

Os direitos creditórios em questão teriam sido posteriormente repassados ao Banco Regional de Brasília (BRB). A instituição pública é alvo de investigações sobre a procedência da carteira adquirida e sua ligação com o escândalo envolvendo o Banco Master.

De acordo com a administração atual do BRB, a situação resultou em um rombo de R$ 8,8 bilhões. O prejuízo está vinculado a títulos que são considerados fraudados, inexistentes ou de difícil recuperação.

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