Polícia Federal descarta riscos de ataques contra embaixadas em Brasília após operação de busca e apreensão
A Polícia Federal descartou riscos concretos de ataques a embaixadas em Brasília após realizar buscas com dois suspeitos de planejar ação contra a representação dos Estados Unidos. A operação ocorreu após alertas de segurança de diversos países, que resultaram na suspensão de atendimentos presenciais nas embaixadas americana e australiana
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A Polícia Federal descartou a existência de riscos concretos ou planos de ataques contra embaixadas em Brasília, conforme declarado pelo diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, neste domingo (4). A afirmação ocorre após a execução de dois mandados de busca e apreensão, na última sexta-feira (2), direcionados a dois suspeitos sob a suspeita de um plano contra a Embaixada dos Estados Unidos.
Origem das investigações e alvos
A operação policial foi desencadeada após o governo americano notificar a representação diplomática dos EUA, que repassou a informação ao Ministério das Relações Exteriores, resultando no acionamento da PF. Os alvos da ação foram identificados por meio de comentários publicados em redes sociais e plataformas digitais.
Embora a investigação ainda busque estabelecer se há conexão entre os dois indivíduos, a análise preliminar indica que postagens com esse teor são recorrentes na internet.
Alertas diplomáticos e suspensão de serviços
A movimentação da PF foi motivada por alertas de segurança emitidos por diversas representações estrangeiras na sexta-feira (2), que recomendaram cautela aos seus cidadãos no Brasil, citando o contexto das eleições.
As medidas variaram conforme o país:
- Estados Unidos e Austrália: suspenderam o atendimento presencial em suas representações diplomáticas. O governo americano não detalhou quais serviços consulares foram interrompidos, nem se a emissão de passaportes e vistos permanece ativa.
- Canadá e Irlanda: orientaram seus cidadãos a manterem cautela. O governo irlandês destacou as datas dos dois turnos eleitorais e a possibilidade de manifestações políticas.
- Reino Unido: emitiu alerta em 29 de setembro, apontando que a situação pode oscilar rapidamente e que protestos podem surgir sem aviso prévio.
- Alemanha: divulgou comunicado antes de quinta-feira (1º), mencionando a possibilidade de confrontos e manifestações.