Justiça

Polícia Federal inaugura laboratório em Brasília para rastrear a origem do ouro na Amazônia

04 de Novembro de 2026 às 06:00 2 min de leitura

A Polícia Federal inaugurou em Brasília o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral para combater o garimpo ilegal na Amazônia. A estrutura, financiada com R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia, utiliza provas científicas para identificar a origem do ouro

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Polícia Federal inaugura laboratório em Brasília para rastrear a origem do ouro na Amazônia
© PF/DIVULGAÇÃO

A Polícia Federal (PF) inaugurou, nesta terça-feira (3), o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, sediado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília. A nova estrutura visa intensificar o combate ao garimpo ilegal e aos crimes ambientais na Amazônia, permitindo a identificação da origem do ouro por meio de provas científicas.

A iniciativa faz parte do Programa Ouro Alvo, que integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas). O projeto é viabilizado por um investimento de R$ 318,5 milhões provenientes do Fundo Amazônia, sob gestão do BNDES e coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Estrutura e Operação

O aporte financeiro foi destinado à compra de maquinário, materiais e equipamentos especializados para a análise de mercúrio e minerais, além de estruturas para a caracterização e o armazenamento de amostras.

A estratégia de repressão ao crime organizado na região divide-se em quatro eixos de atuação. A operação envolve a cooperação entre a PF, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e as gestões governamentais dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

Impacto Estratégico

A implementação do laboratório busca a identificação do chamado DNA do ouro, medida que dificulta a logística de organizações criminosas e amplia a precisão da fiscalização. Segundo a Polícia Federal, a capacidade de rastreamento mineral é fundamental para a redução do desmatamento e para a produção de evidências técnicas em processos judiciais.

O governo federal e o BNDES destacam que a medida prioriza a proteção de territórios impactados e a defesa da saúde de populações ribeirinhas e indígenas. O objetivo central é transitar de operações pontuais para a desarticulação do poder econômico que financia a extração ilegal de minérios na região amazônica.

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