Justiça

Polícia Federal investiga irregularidades em crédito para compra de mansão por Flávio Bolsonaro

02 de Outubro de 2026 às 15:44 2 min de leitura

A Polícia Federal investiga irregularidades em um empréstimo de R$ 3,1 milhões feito pelo senador Flávio Bolsonaro junto ao BRB para comprar uma mansão em Brasília. A operação apresentou taxa de juros inferior à média da instituição e a dívida foi quitada em três anos

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A Polícia Federal apura possíveis irregularidades em uma operação de crédito utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, para a aquisição de uma mansão em Brasília. O imóvel, localizado no Setor de Mansões Dom Bosco, possui 2,4 mil metros quadrados e foi adquirido por R$ 6 milhões.

Detalhes do financiamento e indícios de irregularidade

Do valor total da compra, R$ 3,1 milhões foram financiados pelo Banco de Brasília (BRB) em 2021. O contrato previa o pagamento em 360 parcelas com uma taxa de juros de 3,71% ao ano. Esse índice era inferior à média de 4,85% praticada pela própria instituição financeira naquele período.

A investigação sobre esse empréstimo integra um inquérito mais amplo que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre o Banco Master e o BRB. Na data da assinatura do contrato, a presidência do banco era ocupada por Paulo Henrique Costa, que foi preso por participação em fraudes ligadas a Vorcaro.

Auditoria e quitação antecipada

As suspeitas sobre a operação de crédito foram identificadas por uma auditoria independente contratada pelo BRB após a troca de sua diretoria. O relatório com as constatações foi encaminhado à Polícia Federal em fevereiro.

Embora o prazo de pagamento fosse de 30 anos, Flávio Bolsonaro quitou a dívida de R$ 3,1 milhões em apenas três anos.

Justificativas do senador

Ao ser questionado sobre a transação, o senador afirmou que a operação foi legal. Ele justificou a capacidade financeira para a compra e a quitação do débito por meio de sua renda mensal de R$ 56 mil — composta por seu salário no Senado e outras fontes —, além de recursos provenientes da venda de sua residência anterior e de sua participação em uma loja de chocolates.

O BRB e o senador Flávio Bolsonaro não responderam aos pedidos de manifestação sobre o caso.

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