Justiça

Polícia Federal recupera no Paraguai jato de 117 milhões de reais vinculado a banqueiro

16 de Agosto de 2026 às 18:45

A Polícia Federal recuperou no Paraguai um jato de Daniel Vorcaro, avaliado em US$ 21 milhões, que foi levado para Brasília. A aeronave, registrada em nome da Viking Participações LTDA., integra a investigação de fraudes financeiras no Banco Master

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Polícia Federal recupera no Paraguai jato de 117 milhões de reais vinculado a banqueiro
Reprodução/Polícia Federal

Uma aeronave pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro foi localizada pela Polícia Federal no último sábado (15), em Assunção, no Paraguai. Após negociações entre a PF e as autoridades paraguaias, o avião retornou ao Brasil no domingo (16) e foi encaminhado ao Aeroporto Internacional de Brasília, onde passará por procedimentos judiciais.

O jato, avaliado em aproximadamente US$ 21 milhões (cerca de R$ 117 milhões), está registrado em nome da Viking Participações LTDA., uma das dez empresas vinculadas a Vorcaro na Receita Federal. Embora não houvesse uma ordem específica de apreensão para este veículo, existe uma determinação de sequestro de bens contra o banqueiro. Como a aeronave integra uma holding administrada por ele, foi solicitada uma perícia para a avaliação dos ativos que estão com a transferência indisponível.

Detalhes da aeronave e contexto jurídico

O modelo localizado possui capacidade para 16 passageiros e ao menos dois tripulantes, com alcance de 6.750 milhas náuticas (aproximadamente 12.500 km), o que viabiliza operações de voos intercontinentais.

A movimentação ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro em março deste ano. A investigação da Polícia Federal apura um esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master.

Investigações da Polícia Federal

De acordo com as apurações, o grupo teria forjado extratos, contratos e documentos para elevar artificialmente o patrimônio do banco, visando atrair investidores e mascarar a real condição financeira da instituição. A PF investiga ainda:

  • Lavagem de dinheiro via fundos de investimento e empresas;
  • Corrupção e formação de organização criminosa;
  • Invasão de sistemas de órgãos públicos para acessar dados sigilosos sobre as apurações;
  • Manutenção de uma estrutura para intimidar ex-funcionários, concorrentes e jornalistas.

A defesa de Daniel Vorcaro nega todas as acusações.

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