Prefeitura demite professora acusada de torturar e matar seu próprio filho
A professora Monique Medeiros foi demitida da prefeitura do Rio após ser presa em abril de 2021 por investigações que apontaram torturas praticadas pelo padrasto, Jairo Souza Santos Júnior. O julgamento dos réus está marcado para o dia 25 de maio próximo
A demissão da professora Monique Medeiros do cargo na prefeitura do Rio é o último capítulo em uma saga que começou há mais de um ano. A mãe de Henry Borel, menino de 4 anos assassinado por sua própria família, deixou a penitenciária Talavera Bruce no início da segunda-feira passada e está agora em casa.
O julgamento dos réus Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, padrasto do menino, foi adiado para 25 de maio próximo. A defesa de Dr. Jaririnho pediu o adiamento por falta de acesso às provas, mas a juíza indeferiu o pedido.
O caso é um dos mais sensacionais da história do Rio e envolve acusações graves contra os dois réus. Eles foram presos em abril de 2021 após investigações que concluíram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas pelo padrasto, enquanto a mãe tinha conhecimento das agressões.
O laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que o menino sofreu 23 lesões por ação violenta. As investigações também revelaram que Jairo Santos Júnior submeteu Henry Borel a sofrimentos físicos e mentais em outras três ocasiões no mês de fevereiro de 2021.
A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) aponta que o padrasto causou lesões corporais que foram a causa única da morte do menino, enquanto a mãe se omitiu em sua responsabilidade como garantidora legal. Os réus respondem por crimes graves e agora enfrentam um novo desafio: esperar pelo julgamento marcado para maio.
A demissão de Monique Medeiros foi publicada no Diário Oficial do Município do Rio na edição desta quarta-feira, após ela receber normalmente seu salário de professora há cinco anos. A medida é um capítulo adicional em uma história que já está marcada por tragédia e injustiça.
Agora, a cidade aguarda ansiosamente o julgamento dos réus para saber se justiça será feita. Enquanto isso, Monique Medeiros enfrentará mais um desafio: responder pelos crimes cometidos contra seu próprio filho.