Justiça

Rock in Rio determina medidas urgentes após flagrante de escravidão laboral em edição anterior

12 de Março de 2026 às 09:39

Justiça determinou medidas urgentes para evitar irregularidades no evento Rock in Rio. A organizadora da edição 2024 foi condenada por trabalho análogo ao escravo e deve cumprir obrigações trabalhistas, como registro de terceirizados em Carteira de Trabalho e Previdência Social. As empresas serão multadas diariamente se não cumprirem as medidas determinadas pela Justiça do Trabalho

Justiça determina medidas para evitar trabalho análogo ao escravo no Rock in Rio 2026

A Justiça do Trabalho decidiu, em caráter de urgência, que a organizadora da edição 2024 do festival Rock in Rio e outras empresas devem cumprir uma série de obrigações trabalhistas para evitar irregularidades na próxima edição. A decisão foi tomada após flagrante de trabalho análogo ao escravo em 2024.

A fiscalização realizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ) revelou que os terceirizados trabalhavam em condições precárias, com jornadas exaustivas e sem registro de trabalho. Além disso, foram encontrados vestiários inadequados, refeitórios sujos e falta de água potável.

A decisão determina que a Rock World SA cumpra imediatamente as seguintes obrigações:

  • Exigir o registro em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos terceirizados antes do credenciamento para o evento;
  • Implementar controle de jornada e evitar que os trabalhadores ultrapassem os limites legais;
  • Providenciar vestiários separados por sexo, refeitórios adequados, alojamentos decentes e alimentação em condições adequadas.

Além disso, a empresa deve elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos e fornecer equipamentos de proteção individual adequados aos trabalhadores. Em caso de descumprimento das medidas, as empresas serão multadas diariamente em R$ 50 mil por obrigação não cumprida.

O MPT enfatiza que a mesma determinação vale para a FBC Backstage Eventos Ltda, empresa considerada solidariamente responsável pelas obrigações e demais pedidos formulados. A Justiça também deve apreciar os pleitos do Ministério Público por indenização por danos morais às vítimas.

A decisão é um passo importante para garantir que as condições de trabalho sejam respeitadas no Rock in Rio 2026 e evitar a repetição dos abusos verificados em 2024.

Com informações de Agência Brasil

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