Justiça

STF começa julgamento dos cinco acusados do assassinato da vereadora Marielle Franco

24 de Fevereiro de 2026 às 15:21

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento dos cinco acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, pediu condenação dos denunciados por atuarem como mandantes ou participantes diretos do crime. A ação inclui pedido de indenização às famílias das vítimas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento dos cinco acusados de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, pediu a condenação dos denunciados.

De acordo com o procurador, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão atuaram como mandantes do crime. Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução, enquanto Ronald Alves de Paula é acusado de fazer o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo.

Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime ao réu confesso Ronnie Lessa. A delação premiada do ex-policial revelou que os irmãos Brazão atuavam como intelectuais líderes da organização criminosa, com Robson Calixto desempenhando papel fundamental.

O procurador afirmou que a vereadora Marielle representava ameaça aos "currais eleitorais" dos irmãos. Ela se opôs de forma veemente a um projeto de lei iniciativa do João Francisco, que teria impacto primordial em áreas de influência dos irmãos Brazão.

A acusação também apresentou provas robustas de que a organização criminosa composta pelos denunciados e por integrantes das milícias praticava crimes como distorção da usura e parcelamento irregular do solo. A PGR reforçou as suspeitas contra a organização criminosa.

A advogada Maria Victoria Hernandez Lerner, colaboradora da PGR, representando Fernanda Gonçalves Chaves – única sobrevivente do atentado que matou Marielle Franco e Anderson Gomes -, lembrou o impacto causados pelos criminosos na "dimensão humana" de sua cliente. Ela concluiu sua manifestação afirmando que as milícias contam também com a participação de agentes públicos para atingirem seus objetivos.

O procurador pediu procedência da ação, o que inclui o pagamento de indenização por danos morais e materiais às famílias das vítimas.

Com informações de Agência Brasil

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