STF investiga se senador Weverton Rocha tentou interferir em inquérito sobre homicídio no Maranhão
O STF investiga se o senador Weverton Rocha tentou interferir em um inquérito de homicídio com apoio de um ministro do STJ. A Polícia Federal apurou contatos entre o parlamentar e Humberto Martins na data da transferência do condenado Gilbson Cutrim para Brasília. O caso apura possíveis propinas envolvendo Daniel Brandão e a família do governador do Maranhão
O Supremo Tribunal Federal (STF) conduz um inquérito para apurar se o senador Weverton Rocha (PDT-MA) tentou interferir nas investigações de um homicídio ocorrido em 2022. A suspeita é de que o parlamentar tenha contado com o apoio de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para obstruir o processo.
Conexões e transferências prisionais
A Polícia Federal (PF) identificou, por meio de análise no aparelho celular do senador, registros de contatos com o ministro Humberto Martins, do STJ. Um desses diálogos teria acontecido no dia 2 de junho de 2025, mesma data em que foi efetuada a transferência de Gilbson Cutrim Soares Júnior para a Penitenciária Federal de Brasília.
Gilbson Cutrim foi condenado pela Justiça do Maranhão a 13 anos de reclusão por ter sido apontado como o executor do assassinato do empresário João Bosco Sobrinho. Apesar da relação identificada pela PF, o ministro Humberto Martins não figura como investigado no inquérito.
Motivações e suspeitas de corrupção
As investigações buscam determinar se o crime possui vínculo com a cobrança de propina envolvendo Daniel Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão. Há, ainda, a suspeita de que a família do governador do estado esteja envolvida no caso.
De acordo com depoimentos de Gilbson Cutrim, Raimundo Cutrim teria oferecido dinheiro, casas e outras vantagens ao pai do condenado. O objetivo da oferta seria garantir que os nomes de Daniel Brandão e de outros integrantes da família Brandão fossem omitidos dos depoimentos relacionados ao crime.