Justiça

STF mantém prisões preventivas de pai e primo de ex-proprietário do Banco Master

23 de Maio de 2026 às 18:00

O ministro Luiz Fux votou pela manutenção das prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro, placar parcial de 2 a 0 na Segunda Turma do STF. Os investigados são suspeitos de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras ligadas ao Banco Master no âmbito da Operação Compliance Zero. O julgamento aguarda os votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques

STF mantém prisões preventivas de pai e primo de ex-proprietário do Banco Master
© CARLOS MOURA/SCO/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com a manifestação, a Segunda Turma da Corte atingiu um placar parcial de 2 a 0, acompanhando o voto do relator, ministro André Mendonça, que na sexta-feira (22) havia convertido as detenções temporárias em preventivas, sem prazo determinado.

As prisões ocorreram no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em 2025. Felipe Vorcaro foi detido em 7 de maio, enquanto Henrique foi preso em 14 de maio, em Belo Horizonte.

A investigação aponta que Henrique Vorcaro atuou como beneficiário e operador financeiro de uma organização criminosa denominada “A Turma”, responsável pela obtenção de dados sigilosos e a realização de pagamentos. A Polícia Federal indica que ele teria financiado o grupo com repasses mensais de aproximadamente R$ 400 mil. Já Felipe Vorcaro é investigado por movimentações de lavagem de dinheiro e operações financeiras ilícitas, incluindo a transferência societária da Green Investimentos, além de repasses mensais sob apuração.

Para fundamentar a decisão, o ministro André Mendonça destacou a existência de fortes indícios de que os investigados integrem uma estrutura criminosa com impacto social relevante. O relator argumentou que a soltura dos envolvidos poderia prejudicar a aplicação da lei penal e o curso das investigações, citando tentativas de dissimulação de bens e ocultação patrimonial. Um dos exemplos citados é a saída de Felipe Vorcaro de uma residência em Trancoso pouco antes da chegada dos agentes federais.

Mendonça concluiu que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes para preservar a ordem pública e evitar interferências no processo. As defesas de Henrique e Felipe Vorcaro negam a ocorrência de irregularidades.

O julgamento segue suspenso, aguardando a manifestação de Gilmar Mendes e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli não participa da análise do processo por ter se declarado impedido.

Com informações de Agência Brasil

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