Justiça

Supremo protege empresária com direito de permanecer em silêncio durante depoimento na CPMI do INSS

23 de Fevereiro de 2026 às 18:18

O ministro Cristiano Zanin decidiu proteger Ingrid Pikinskeni Morais Santos durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, permitindo que ela permaneça em silêncio e seja assistida por um advogado. A decisão visa evitar a obtenção de informações incriminadoras sobre a empresária. Ela foi convocada para prestar depoimento na CPMI que investiga suposto envolvimento do Banco Master em empréstimos consignados irregulares e descontos em aposentadorias

Supremo Tribunal Federal protege empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos durante depoimento na CPMI do INSS. O ministro Cristiano Zanin decidiu que ela poderá permanecer em silêncio e ser assistida por um advogado, o que pode impedir a obtenção de informações incriminadoras.

A decisão foi tomada após Ingrid Pikinskeni ter sido convocada para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A comissão investiga o suposto envolvimento do Banco Master em empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias.

Ingrid Pikinskeni não é uma das principais figuras da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master. A operação foi realizada no dia 15 de novembro de 2025 e teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro.

No entanto, com a decisão do ministro Cristiano Zanin, Ingrid Pikinskeni poderá se recusar a responder perguntas que possam incriminá-la. Além disso, ela terá direito de ser assistida por um advogado durante o depoimento.

A escolha da CPMI em chamar Ingrid Pikinskeni para prestar depoimento pode estar relacionada ao cancelamento da oitiva do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça decidiu que ele não é obrigado a comparecer, o que gerou questionamentos sobre as razões por trás dessa decisão.

A investigação sobre empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias envolve vários bancos e instituições financeiras. A CPMI está trabalhando para esclarecer os fatos e garantir que as pessoas responsáveis sejam punidas.

A decisão do ministro Cristiano Zanin de proteger Ingrid Pikinskeni Morais Santos durante o depoimento na CPMI pode ser vista como uma medida para evitar a obtenção de informações incriminadoras. No entanto, isso também pode gerar questionamentos sobre as razões por trás dessa decisão e se ela está em conformidade com os procedimentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

A investigação é um processo complexo que envolve várias partes interessadas. A CPMI precisa trabalhar para garantir que a justiça seja feita, independentemente das decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Com informações de Agência Brasil

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