Advogado Abelardo de la Espriella lidera simulações para a Presidência da Colômbia neste domingo
Abelardo de la Espriella, candidato do movimento Defensores da Pátria, lidera simulações para o segundo turno da presidência da Colômbia. Seu programa prevê a criação de dez megaprisões, a redução de 40% nos impostos empresariais e a pulverização de 330 mil hectares de cocaína. O pleito ocorre neste domingo (31) contra Iván Cepeda e Paloma Valencia
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Abelardo de la Espriella, advogado criminalista e empresário de 47 anos, consolida-se como favorito para assumir a Presidência da Colômbia, segundo simulações para o segundo turno das eleições que ocorrem neste domingo (31). Atualmente em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do movimento independente Defensores da Pátria disputa o pleito contra Iván Cepeda, indicado pelo atual presidente Gustavo Petro, e Paloma Valencia, que conta com o apoio do ex-presidente Alvaro Uribe.
Alinhado a modelos de governança aplicados por líderes como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele, De la Espriella apresenta-se como um outsider antissistema e sem trajetória política prévia. Seu programa, intitulado “País Milagroso”, prevê a assinatura de 90 decretos logo nos primeiros dias de mandato para implementar medidas radicais. Entre as propostas, destaca-se a construção de dez megaprisões de segurança máxima para combater homicídios, a erradicação da esquerda e do narcoterrorismo, além da pulverização de 330 mil hectares de plantações de cocaína. Na área econômica, planeja reduzir em 40% a carga tributária para empresas e o tamanho do Estado.
Conhecido como “O Tigre”, o candidato utiliza uma retórica agressiva e uma imagem de dândi, marcada por roupas de grife. Antes de ingressar na política, dividia sua rotina entre Miami e a Toscana, na Itália, acumulando experiências como autor de cinco livros, gravação de dois álbuns musicais e participações em séries de televisão. Na advocacia, representou figuras polêmicas, incluindo Alex Saab, apontado como testa de ferro de Nicolás Maduro, e David Murcia, envolvido em um esquema de pirâmide financeira.
A ascensão de De la Espriella reflete o descontentamento do eleitorado colombiano com partidos moderados em um cenário de polarização e violência. No entanto, sua postura pública tem gerado controvérsias, especialmente em relação ao público feminino, que compõe mais da metade dos eleitores. Recentemente, o candidato precisou se desculpar nas redes sociais após participar de um podcast onde se vangloriou de atributos físicos e solicitou que a jornalista fizesse um zoom em uma imagem sugestiva de sua virilha no celular. Resta saber se esse episódio influenciará o resultado final nas urnas.