Aprovação de Donald Trump cai para 35% em nova pesquisa da Reuters/Ipsos
A aprovação de Donald Trump caiu para 35% e a desaprovação subiu para 63%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento indica maior insatisfação no custo de vida e mostra que democratas superam republicanos na preferência para administrar a economia
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 35%, conforme aponta a nova pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (3). O índice representa uma queda em relação aos 37% anteriores e coloca o mandatário a apenas um ponto percentual de atingir a pior marca de sua gestão. Em contrapartida, a desaprovação do governo subiu de 61% para 63%.
O levantamento, realizado via internet entre 29 de julho e 3 de agosto com 4.505 adultos, apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Desempenho por áreas e economia
A rejeição ao governo é generalizada, superando a aprovação em todas as categorias analisadas. O maior índice de insatisfação concentra-se no custo de vida, com um saldo negativo de 47 pontos. Outros setores apresentam as seguintes defasagens:
- Economia: -35 pontos
- Política internacional: -28 pontos
- Avaliação geral do governo: -28 pontos
- Imigração: -16 pontos
No setor econômico, a aprovação do trabalho de Trump recuou dois pontos em relação a julho, fixando-se em 28%. Esse cenário provocou uma inversão histórica: pela primeira vez em quase uma década em sondagens da Reuters/Ipsos, os democratas superam os republicanos na preferência de quem deve administrar a economia.
Atualmente, 37% dos entrevistados confiam mais nos democratas para a condução econômica, contra 36% que preferem os republicanos. Outros 27% não souberam responder ou optaram por outros partidos.
Impactos geopolíticos e eleitorais
A hegemonia republicana nesse tema, mantida durante quase todo o primeiro mandato de Trump, a gestão de Joe Biden e o início do atual governo, foi interrompida. A única exceção anterior ocorreu em maio de 2017, porém com metodologia distinta.
A perda de terreno na economia é atribuída ao encarecimento dos combustíveis, reflexo da guerra e dos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro.
Essa insatisfação reflete diretamente nas projeções para as eleições legislativas de novembro, que determinarão o controle do Congresso pelos próximos dois anos. Em simulação de voto, 42% dos eleitores registrados pretendem votar em candidatos democratas, enquanto 37% escolheriam republicanos. Entre os eleitores independentes, a liderança democrata é de 12 pontos percentuais.