Ataques israelenses no sul do Líbano matam dez pessoas após renovação de acordo de cessar-fogo
Ataques israelenses no sul do Líbano mataram dez pessoas, incluindo duas crianças, neste sábado (20). As Forças Armadas de Israel justificaram a ação como resposta ao disparo de mais de 50 projéteis do Hezbollah. Catar, Estados Unidos e Irã atuam na mediação de um cessar-fogo
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Ataques israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de dez pessoas, entre elas duas crianças, neste sábado (20). As ofensivas ocorreram poucas horas após a divulgação da renovação de um acordo de cessar-fogo e atingiram a cidade de Nabatiyeh e localidades vizinhas, conforme reportou a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
A escalada de violência coloca em risco um pacto provisório entre Estados Unidos e Irã para pacificar o Oriente Médio. O Exército de Israel justificou as operações como resposta ao lançamento de mais de 50 projéteis disparados pelo Hezbollah contra tropas israelenses durante a noite. Embora o grupo terrorista, financiado pelo Irã, não tenha assumido a autoria dos disparos, as Forças Armadas de Israel confirmaram a retaliação na região.
O cenário é de instabilidade, especialmente após a madrugada de sexta-feira (19), quando trocas intensas de ataques causaram a morte de quatro soldados israelenses e ao menos 47 pessoas no Líbano. Desde então, mediadores tentam interromper os combates.
O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, declarou via rede social X que o país mantém o compromisso com uma trégua imediata, condicionada à interrupção das hostilidades por parte do Hezbollah. O grupo, por sua vez, afirmou publicamente que respeitará o cessar-fogo caso Israel adote a mesma postura, mas não confirmou a vigência efetiva do acordo.
A mediação para o fim dos confrontos envolve o Catar, os Estados Unidos e o Irã. Um integrante do Hezbollah, sob anonimato, corroborou a atuação desses países na tentativa de viabilizar a trégua, embora tenha evitado confirmar se o acordo já havia sido formalizado.