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Ataques russos com mísseis e drones deixam 22 mortos e 138 feridos na Ucrânia

02 de Junho de 2026 às 15:06

Ataques russos com 73 mísseis e 656 drones contra sete regiões da Ucrânia causaram 22 mortes e 138 feridos nesta terça-feira (2). A ofensiva atingiu 38 pontos, incluindo infraestruturas estratégicas e Kiev, onde 140 mil pessoas ficaram sem energia elétrica. O governo russo justificou a operação como retaliação a ataques ucranianos

Ataques aéreos russos contra a Ucrânia na madrugada desta terça-feira (2) resultaram em 22 mortes e 138 feridos, atingindo 38 pontos em sete regiões do país. A ofensiva, que utilizou mísseis hipersônicos e drones, concentrou-se em infraestruturas estratégicas, como aeródromos militares e instalações de transporte e combustível.

Em Kiev, a capital ucraniana sofreu o terceiro grande bombardeio em menos de um mês. O impacto deixou cerca de 140 mil pessoas sem energia elétrica, enquanto sistemas de defesa aérea foram mobilizados e a população foi orientada a buscar refúgio em estações de metrô. Em Dnipro, a quarta maior cidade do país, as equipes de resgate localizaram nos escombros de prédios residenciais os corpos de uma mulher, de seu filho de 8 anos e de uma criança de 3 anos.

O Ministério da Defesa da Rússia justificou a operação como uma resposta a "atos terroristas" ucranianos, alegando que o conflito atingiu um "novo paradigma" após ataques contra civis russos. Entre as motivações citadas pelo Kremlin está o bombardeio a um dormitório estudantil em Luhansk, cidade sob controle russo, ocorrido no dia 22, que matou 18 pessoas e gerou a promessa de retaliação de Vladimir Putin. Adicionalmente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou Kiev de tentar desestabilizar a região do Mar Negro com ataques de drones contra embarcações civis, alegando que a Ucrânia atribuiu falsamente tais ações à Rússia.

No plano operacional, as forças de segurança ucranianas registraram o lançamento de 73 mísseis e 656 drones por parte da Rússia. Para repelir a investida, o exército ucraniano empregou 40 mísseis e 602 drones.

Diante da intensificação dos ataques, o presidente Volodymyr Zelensky enviou, na semana passada, um pedido de sistemas de defesa aérea ao Congresso e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até segunda-feira (1º), não houve resposta oficial às solicitações.

Com informações de G1

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