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Câmara dos Estados Unidos aprova projeto que exige a suspensão de ações militares contra o Irã

23 de Julho de 2026 às 15:09

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, por 214 votos a 208, projeto que exige a suspensão de ações militares contra o Irã. A proposta foi rejeitada pelo Senado na mesma quinta-feira

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (23), um projeto de lei que exige a suspensão das ações militares do governo de Donald Trump contra o Irã. A resolução, que serve como uma repreensão simbólica ao presidente, foi aprovada com 214 votos a favor e 208 contra.

Apesar da maioria republicana na Câmara, quatro parlamentares do partido de Trump — Tom Barrett (Michigan), Brian Fitzpatrick (Pensilvânia), Warren Davidson (Ohio) e Thomas Massie (Kentucky) — se juntaram aos democratas para apoiar a medida.

Limitações legais e políticas

A eficácia da resolução é limitada, pois a medida requer a ratificação do próprio presidente para ter valor legal, o que torna a decisão improvável. O Congresso já havia aprovado resoluções semelhantes em meses anteriores, sem que isso resultasse no fim do conflito.

Enquanto a Câmara avançou com o texto, o Senado, onde os republicanos também detêm uma pequena maioria, rejeitou a proposta de limitar os poderes de Trump nesta quinta-feira.

Escalada no Oriente Médio

A movimentação legislativa ocorre em um momento de alta tensão. Donald Trump anunciou a intensificação de ataques ao Irã após a morte de novos militares norte-americanos e prometeu uma "grande retaliação militar" contra o país persa e os Houthis, grupo militante do Iêmen.

A promessa de resposta ocorre após combatentes iemenitas atacarem dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, expandindo o conflito no Oriente Médio para um novo ponto estratégico, além do Estreito de Ormuz.

Recentemente, as Forças Armadas dos EUA realizaram novos ataques aéreos noturnos contra o Irã, apenas duas semanas após o término de uma trégua provisória. Em contrapartida, o governo iraniano disparou mísseis contra bases dos Estados Unidos localizadas em países vizinhos.

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