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China planeja construir o maior túnel submarino do mundo para conectar Dalian e Yantai

06 de Abril de 2026 às 21:54

A China construirá o Túnel do Estreito de Bohai para conectar Dalian e Yantai via trens de alta velocidade. A obra de 120 quilômetros terá custo de 300 bilhões de yuanes e previsão de entrega para 2035. O trajeto reduzirá o tempo de viagem para 40 minutos

China planeja construir o maior túnel submarino do mundo para conectar Dalian e Yantai
Bohai Strait Tunnel

A China planeja a construção do Túnel do Estreito de Bohai, uma obra de infraestrutura que permitirá a circulação de trens de alta velocidade sob o mar para conectar as cidades de Dalian e Yantai. O projeto visa reduzir drasticamente o tempo de deslocamento entre as duas localidades, que atualmente leva de seis a oito horas via ferry ou carro, para apenas 40 minutos.

Com um investimento estimado em 300 bilhões de yuanes (aproximadamente 28 bilhões de euros), a ferrovia terá um traçado de 120 quilômetros, sendo que 90 quilômetros serão subaquáticos. Essa extensão tornará a obra o túnel submarino mais longo do planeta, superando a marca do Canal da Mancha. A estrutura será composta por três galerias paralelas: duas dedicadas ao tráfego ferroviário e uma central para emergências e manutenção.

Os trens operarão com velocidades entre 240 e 250 km/h, integrando-se à rede de alta velocidade chinesa sem a necessidade de trocas de composição entre os trechos terrestres e submarinos. O objetivo é criar um eixo logístico que facilite o transporte de passageiros e mercadorias, aliviando a demanda sobre as malhas ferroviárias de Tianjin e Pequim, além de conectar polos industriais do nordeste a centros econômicos do sul do país.

Devido à geologia marinha complexa e à atividade sísmica no mar de Bohai, a engenharia do projeto prevê a instalação de sensores de vazamentos, compartimentos estanques e sistemas de ventilação de alta capacidade. A segurança operacional será reforçada por tecnologias de manutenção preditiva e monitoramento em tempo real.

A previsão é que a construção leve entre 10 e 15 anos, com a entrega final programada para 2035. Além do impacto na mobilidade, a execução do projeto deve estimular a criação de empregos e a expansão de infraestruturas complementares nas regiões beneficiadas.

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