China planeja criar rede de combate unificada para integrar sistemas não tripulados em múltiplas frentes
A estatal CETC planeja criar uma rede de combate unificada para integrar sistemas não tripulados terrestres, aéreos e marítimos na China. O projeto visa evoluir o uso de enxames de drones para um sistema de inteligência distribuída capaz de realizar ataques coordenados. A estratégia prevê a superação de falhas de integração e percepção para atingir a sincronização total entre os domínios
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A China planeja a criação de uma rede de combate unificada que integre sistemas não tripulados nos domínios aéreo, terrestre e marítimo. O objetivo, conduzido pela estatal China Electronics Technology Group Corporation (CETC), é evoluir a atual capacidade de operar enxames de drones para um sistema de inteligência distribuída capaz de realizar ataques simultâneos e coordenados em múltiplas frentes.
A natureza dos enxames inteligentes
De acordo com o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Inteligente da CETC, a tecnologia de enxames de drones difere de um simples agrupamento de aeronaves. Trata-se de um sistema de combate distribuído onde as unidades se comunicam, coordenam ações e tomam decisões locais para gerar capacidades coletivas.
Atualmente, a China domina funções como:
- Lançamento a partir de diversas plataformas;
- Alteração autônoma de formação e planejamento de rotas;
- Distribuição dinâmica de tarefas e prevenção de colisões.
Esses sistemas podem ser implantados em segundos para cobrir todo o ciclo operacional, desde o reconhecimento e a supressão eletromagnética até ataques de precisão e a posterior avaliação de danos.
Resiliência e processamento de dados
Testes em cenários de combate em larga escala indicam que essas redes conseguem se reconfigurar autonomamente. Isso permite que a missão continue mesmo diante de interferências eletromagnéticas intensas, falhas de comunicação ou perda de unidades.
No campo da inteligência, os drones fundem dados de sensores para mapear o campo de batalha com precisão, facilitando a detecção de objetos camuflados e a filtragem de alvos, superando a capacidade de percepção de unidades isoladas.
Gargalos tecnológicos e limitações
Apesar dos avanços, a CETC identifica dois obstáculos principais que impedem a consolidação de uma rede única de combate:
- Percepção: Há dificuldade na identificação de objetos pequenos ou com sinais de sensor fracos em ambientes com alto ruído de fundo.
- Integração: A coordenação entre diferentes tipos de sistemas não tripulados (ar, terra e mar) e a interoperabilidade entre ramos do exército ainda são deficitárias.
O instituto admite que a inteligência artificial aplicada a esses sistemas ainda não atingiu a maturidade necessária para o aprendizado autônomo em tempo real e a inovação tática em cenários desconhecidos contra adversários capacitados.
Cronograma de expansão militar
Para superar essas limitações, a estratégia chinesa está dividida em três etapas:
- Aprimoramento: Refinar os enxames compostos por um único tipo de drone, área em que o país afirma ter quase total domínio.
- Heterogeneidade: Desenvolver a operação conjunta de diferentes tipos de drones em formações mistas.
- Sincronização Total: Integrar todos os sistemas terrestres, aéreos e marítimos em uma única inteligência distribuída.
A conclusão desta última fase permitirá que a estratégia militar da China opere ataques sincronizados em todos os domínios sem a necessidade de intervenção humana constante.