Conselho da Paz solicita que Israel interrompa operações militares na Faixa de Gaza
O Conselho da Paz, órgão de Donald Trump, solicitou a Israel a interrupção de operações militares na Faixa de Gaza. A medida visa viabilizar o desarmamento do Hamas e a instalação de um governo técnico na região
O Conselho da Paz, órgão estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou que Israel interrompa as operações militares na Faixa de Gaza. A demanda foi pauta de uma reunião ocorrida nesta segunda-feira (3) entre o governo israelense, representado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e representantes do conselho.
Acordo de desarmamento e governo técnico
A pressão por cessar os bombardeios visa viabilizar a implementação de um acordo firmado na semana passada entre a gestão Trump e o grupo Hamas. O pacto prevê o desarmamento completo da facção, condição necessária para a instalação de um governo técnico na região. O Hamas já confirmou a aceitação dos termos.
Este ajuste faz parte de um cessar-fogo mais amplo, estabelecido no ano passado, que determina a interrupção das atividades militares de Israel em Gaza. No entanto, o governo israelense manifestou "sérias preocupações de segurança" e reportou tais pontos aos Estados Unidos.
Pressão diplomática e escalada de violência
Nikolay Mladenov, alto representante do Conselho da Paz para Gaza, pressionou Netanyahu para que as ofensivas sejam suspensas. Em comunicado oficial, o órgão descreveu as conversas com o primeiro-ministro e sua equipe como "construtivas e detalhadas", reforçando que a meta é a transição de uma administração baseada em armas para uma gestão civil.
Apesar das negociações, Israel intensificou os ataques nos últimos dias. Entre a noite de sábado (1º) e o domingo (2), autoridades locais registraram a morte de 17 pessoas.
Contexto do conflito
O embate atual teve início em outubro de 2023, após ataques do Hamas ao sul de Israel que resultaram em aproximadamente 1.200 mortes e no sequestro de 251 reféns.
Desde então, a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza causou a morte de 73.375 pessoas, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza. Embora a contagem não separe civis de combatentes, os números são validados pela ONU e outras entidades internacionais.