Coreia do Sul recebe 2 milhões de pacientes internacionais em 2025 com foco em turismo médico
A Coreia do Sul recebeu 2 milhões de pacientes internacionais em 2025, alta de 71,7% em relação ao ano anterior. O fluxo, liderado por chineses e japoneses, é impulsionado por custos acessíveis e eficiência em check-ups abrangentes. O país ocupa a segunda posição no *Índice de Assistência Médica CEOWorld de 2025
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A Coreia do Sul consolidou-se como um destino estratégico para o turismo médico, atraindo um volume crescente de estrangeiros que integram exames preventivos aos seus roteiros de viagem. Em 2025, o país registrou a visita de 2 milhões de pacientes internacionais, o que representa um salto de 71,7% em comparação ao ano anterior. O fluxo é liderado por cidadãos da China e do Japão, seguidos por Taiwan e Estados Unidos.
O crescimento do setor é impulsionado por legislações locais que promovem a expansão da medicina sul-coreana no exterior, transformando a assistência à saúde em uma indústria de exportação.
Vantagens competitivas e custos
A escolha por Seul e outras cidades coreanas baseia-se, primordialmente, na eficiência e no custo-benefício. Enquanto pacientes em diversos países enfrentam longas filas de espera e burocracias de seguros, os centros de triagem na Coreia do Sul oferecem check-ups abrangentes em uma única consulta.
A qualidade do serviço é referendada pelo Índice de Assistência Médica CEOWorld de 2025, que posiciona a assistência médica do país como a segunda melhor do mundo. Além disso, a regulação governamental dos preços torna os procedimentos acessíveis. Em cenários comparativos, o custo de uma única ressonância magnética nos Estados Unidos pode ser equivalente ao valor de um exame corporal completo na Coreia do Sul, tornando a viagem financeiramente viável mesmo com os gastos de deslocamento.
Outro diferencial é o foco em medicina preventiva, que facilita a detecção precoce de doenças através de sistemas de saúde bem estruturados.
Experiência do paciente e logística
A jornada do turista de saúde geralmente começa por indicações de conhecidos e pesquisas em redes sociais. Os pacotes variam conforme a necessidade:
- Pacotes básicos: Incluem exames de sangue, raio X de tórax, ultrassom e endoscopia, com duração média de três horas.
- Pacotes intermediários: Abrangem exames laboratoriais de rotina, raios X, ultrassons e procedimentos minimamente invasivos.
- Check-ups especializados: Como os voltados para a saúde da mulher.
Os valores variam conforme a complexidade. Um exame completo de saúde feminina pode custar cerca de 754.951 wones (aproximadamente US$ 516), enquanto pacotes básicos giram em torno de 456.706 wones (cerca de US$ 312).
Para mitigar barreiras linguísticas e dificuldades de agendamento, muitos visitantes utilizam serviços de concierge de saúde, como a Himedi e a Creatrip. Essas agências gerenciam a logística, realizam reservas e fornecem intérpretes para acompanhar o paciente entre as salas de exame e nas consultas médicas.
Processos e recomendações
A agilidade é uma marca do sistema: é comum que a espera entre diferentes exames não ultrapasse 15 minutos. Os resultados são geralmente enviados por e-mail, em versões traduzidas (incluindo inglês), em um prazo de sete a 14 dias.
Instituições como o Hospital da Universidade Nacional de Seul e o Instituto Médico da Coreia (KMI) oferecem serviços totalmente em inglês. Caso sejam identificadas condições que exijam tratamento, as clínicas encaminham os pacientes para redes de hospitais afiliados.
Para quem planeja a visita, as recomendações incluem:
- Agendar exames para o início da viagem, devido a possíveis necessidades de jejum ou sedação.
- Verificar a disponibilidade de intérpretes, já que o suporte linguístico varia entre as instituições.
- Contratar seguro de viagem específico para turismo de saúde.
- Encaminhar os resultados obtidos ao médico de referência no país de origem para acompanhamento.