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Criança de 8 anos morre após contrair ameba comedora de cérebro na Louisiana

25 de Agosto de 2026 às 06:01

Lillian Smart, de 8 anos, morreu na Louisiana após contrair a ameba comedora de cérebro, provavelmente ao nadar no Lago Claiborne. O óbito foi confirmado pela família e representa o primeiro caso de Naegleria fowleri na região desde 2013

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Uma criança de 8 anos, identificada como Lillian Smart, morreu na Louisiana, nos Estados Unidos, após contrair uma infecção causada pela Naegleria fowleri, organismo popularmente chamado de ameba comedora de cérebro. O óbito foi confirmado pelos familiares da menina por meio das redes sociais.

Lillian, moradora de Ruston, estava internada desde o dia 15 de agosto. De acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, a infecção provavelmente ocorreu enquanto a criança nadava no Lago Claiborne, localizado no norte do estado. Este é o primeiro caso confirmado de Naegleria fowleri registrado na região desde 2013.

Características da infecção

A Naegleria fowleri é um organismo que se desenvolve em águas doces de temperaturas mornas, como rios, lagos, canais e lagoas, especialmente quando a temperatura da água ultrapassa os 25°C. A infecção acontece quando a ameba entra no corpo através do nariz, podendo atingir o cérebro e causar a meningoencefalite amebiana primária, uma condição quase sempre fatal.

Embora a doença seja rara — com uma média de menos de 10 casos anuais nos Estados Unidos —, o padrão de ocorrência tem mudado. Historicamente, os registros concentravam-se nos estados do sul durante o verão, mas recentemente foram identificados casos em Maryland, Indiana e Minnesota.

Mobilização e prevenção

A morte da menina gerou uma onda de solidariedade em Ruston. Comerciantes locais, como donos de lojas e restaurantes, organizaram a campanha “Love for Lillian” no aniversário da criança, destinando parte do faturamento de um dia para apoiar a família. A mobilização incluiu também o uso de camisetas personalizadas por moradores da cidade. O governador da Louisiana, Jeff Landry, também manifestou publicamente sua solidariedade aos familiares.

No que diz respeito ao controle sanitário, ressaltou-se que não existe um teste ambiental de rotina capaz de detectar a presença da Naegleria fowleri em corpos d'água.

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