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Destroços de avião da Pan Am desaparecido há 74 anos são localizados na costa de Porto Rico

23 de Agosto de 2026 às 18:16

Um submarino autônomo localizou os destroços do Clipper Endeavor, aeronave da Pan Am desaparecida em 1952, a 600 metros de profundidade no Oceano Atlântico, próximo a Porto Rico. A operação, concluída em 2 de junho de 2026, identificou a estrutura do Douglas DC-4 dividida em duas partes. O acidente resultou na morte de 52 pessoas

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Destroços de avião da Pan Am desaparecido há 74 anos são localizados na costa de Porto Rico
Warner Bros. Discovery

Os destroços do Clipper Endeavor, aeronave da Pan Am desaparecida há 74 anos, foram localizados a 600 metros de profundidade no Oceano Atlântico, na costa de Porto Rico. A descoberta foi realizada por um submarino autônomo, encerrando a busca por um avião cujo acidente foi fundamental para a implementação de protocolos de segurança na aviação comercial.

A operação de localização

A identificação do naufrágio ocorreu em 2 de junho de 2026, às 19h14, por meio de um sonar de alta resolução. O veículo submarino autônomo Hugin, operado pela empresa Deep Sea Vision a bordo do navio de pesquisa Fugro Brasilis, foi a ferramenta tecnológica que permitiu o achado. O drone, capaz de submergir até 6.000 metros e operar por quatro dias, detectou a estrutura do Douglas DC-4, que se encontra dividida em duas seções principais.

A confirmação da identidade da aeronave foi feita via inspeção fotográfica, que revelou o nome do avião e o logotipo da Pan Am na fuselagem de alumínio. A operação foi viabilizada após o navio Fugro Brasilis, que viajava de Trinidad para o Golfo do México, desviar sua rota para colaborar com a missão em San Juan.

O resgate histórico e a investigação

A localização é o resultado de um trabalho iniciado em 2019 por Russ Matthews, cofundador da Air/Sea Heritage Foundation. O historiador baseou a delimitação da área de busca em documentos do Arquivo Geral de Porto Rico, depoimentos de sobreviventes e, principalmente, em um mapa traçado por pilotos da Força Aérea dos EUA que acompanharam o resgate na época.

A Tragédia da Sexta-feira Santa

O acidente aconteceu em 11 de abril de 1952, durante o voo 526A, que partiu de San Juan com destino a Nova York. A aeronave transportava 64 passageiros e cinco tripulantes. Devido a falhas nos motores, o piloto realizou um pouso forçado no mar.

Embora todos tenham sobrevivido ao impacto inicial, a cauda do avião se soltou e a fuselagem inundou rapidamente, afundando em menos de três minutos. A evacuação foi comprometida por barreiras linguísticas, falta de coordenação e a ausência de instruções de emergência. Apesar da chegada rápida da Força Aérea e da Guarda Costeira dos EUA, apenas 17 pessoas foram resgatadas. Outras 52 morreram, algumas por medo de abandonar a cabine diante das condições do mar.

Impacto na segurança aérea

O desastre forçou a Junta de Aeronáutica Civil — antecessora da atual Administração Federal de Aviação — a reformular a segurança nos céus. A partir desse evento, tornaram-se obrigatórias as instruções de procedimentos de emergência, a explicação sobre as rotas de voo e a disponibilização de coletes salva-vidas antes de cada decolagem comercial.

Atualmente, a Air/Sea Heritage Foundation coordena com o governo de Porto Rico a criação de um monumento às vítimas e a ampliação da proteção ao local do naufrágio.

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