Detento sul-coreano planeja fuga de prisão nas Filipinas com auxílio de drone de grande porte
O detento sul-coreano Park Wang-yeol teve a tentativa de fuga da penitenciária de New Bilibid, nas Filipinas, frustrada após a polícia identificar testes com um drone de carga. O condenado investiu 100 milhões de wones no equipamento para ser içado por um piloto remoto
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Um detento sul-coreano, condenado a 60 anos de prisão nas Filipinas, planejou uma fuga cinematográfica da penitenciária de New Bilibid utilizando um drone de grande porte. Park Wang-yeol, de 47 anos, conhecido como "o assassino das plantações de cana-de-açúcar", pretendia ser içado pela aeronave para escapar do sistema prisional filipino.
O plano foi frustrado após a polícia local visualizar imagens gravadas por um pedestre. O vídeo, inicialmente divulgado por emissoras filipinas como uma curiosidade, mostrava uma pessoa pendurada no equipamento durante um voo de teste, o que alertou as autoridades e permitiu a intervenção antes da execução final da fuga.
Investimento e logística da operação
Para viabilizar a estratégia, Park investiu aproximadamente 100 milhões de wones (cerca de 74 mil dólares). O montante foi destinado à aquisição de um drone com capacidade de carga de 75 kg, adaptado com barras estruturais para que o detento pudesse se agarrar ao aparelho.
A operação contava com um piloto remoto posicionado fora dos muros da prisão, aproveitando a ausência de tecnologia de bloqueio de sinais em New Bilibid. Antes da tentativa definitiva, cúmplices realizaram diversos testes de voo nas proximidades do presídio para ajustar a mecânica do sistema.
Histórico criminal e privilégios na prisão
Park Wang-yeol cumpre pena desde 2022 pelos assassinatos de três cidadãos sul-coreanos, ocorridos em 2016 perto de Bacólod. O condenado já havia escapado do sistema prisional em duas ocasiões anteriores, em 2017 e 2019, ambas durante transportes para audiências.
Apesar da condenação, o detento mantinha um padrão de vida luxuoso dentro da unidade. Ele pagava mensalmente cerca de 3.800 euros por acomodações com ar-condicionado, televisão e acesso a um telefone celular. Através do aplicativo Telegram, Park coordenava uma rede internacional de tráfico de drogas, utilizando parceiros filipinos para transferir valores para a Coreia do Sul.
A urgência na tentativa de fuga surgiu devido a uma deportação temporária para seu país de origem, prevista para março de 2026, onde ele deve responder por acusações de importação de 4,8 kg de metanfetamina. Antes de optar pelo drone, o detento chegou a considerar o assalto ao veículo que realizaria seu transporte, mas desistiu da ideia por considerá-la pouco ousada.