Dez pessoas morrem afogadas durante tentativa de entrada massiva de migrantes em Ceuta
Dez pessoas morreram afogadas ao tentar entrar em Ceuta, vindo do Marrocos, nesta quinta-feira (30). O governo espanhol mobilizou o Exército e a Guarda Civil para conter o fluxo de migrantes, enquanto o primeiro-ministro Pedro Sánchez visitará a região amanhã
A tentativa de entrada massiva de migrantes em Ceuta, cidade autônoma espanhola situada no norte da África, resultou na morte de dez pessoas nesta quinta-feira (30). As vítimas morreram afogadas ao tentar atravessar o mar, e os corpos foram recolhidos pelas forças de segurança locais durante a nova onda de travessias vindas do Marrocos.
Mobilização militar e fluxo migratório
Para conter a chegada de milhares de jovens pela fronteira de Tarajal, o governo espanhol mobilizou unidades do Exército. A medida visa reforçar a atuação da Guarda Civil, que já registrou a entrada de aproximadamente quatro mil pessoas pelo estreito de Gibraltar.
A crise migratória, que se intensificou na última semana, remete ao cenário de 2021, época em que cerca de cinco mil marroquinos cruzaram a fronteira em um único dia.
Reações diplomáticas e governamentais
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, visitará a região nesta sexta-feira (31), acompanhado pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
No âmbito internacional, a União Europeia manifestou a intenção de ampliar o suporte à Espanha, mencionando a possibilidade de envolver a Frontex, agência de fronteiras do bloco. Em contrapartida, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, informou que seu governo analisa a suspensão do acordo de livre circulação com o território espanhol em decorrência da crise.