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Donald Trump participa de cerimônia de repatriação de quatro militares mortos em conflito com Irã

22 de Julho de 2026 às 18:22

Donald Trump e Pete Hegseth participaram da repatriação de quatro militares americanos mortos no conflito contra o Irã. As baixas recentes elevaram para 18 o total de soldados dos Estados Unidos mortos na guerra, com custos de ao menos US$ 37,5 bilhões

Donald Trump participa de cerimônia de repatriação de quatro militares mortos em conflito com Irã
SAUL LOEB / AFP

Donald Trump, acompanhado pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, participou nesta quarta-feira (22) da cerimônia de repatriação de quatro militares americanos mortos no conflito contra o Irã. O evento, realizado na Base Aérea de Dover, em Delaware, seguiu o protocolo de "transferência digna" para o recebimento dos caixões.

Entre os repatriados está a sargento Angel Rampersad. Após ter sido dada como desaparecida em ataques ocorridos na Jordânia na última sexta-feira (17), o Pentágono confirmou que a militar é agora considerada presumivelmente morta.

Impacto do conflito e baixas militares

O último fim de semana foi marcado por episódios críticos no Oriente Médio. Na sexta-feira (17), mísseis iranianos atingiram a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, resultando em dois óbitos e um desaparecimento. Posteriormente, na madrugada de domingo (19), a explosão de um drone iraniano em Erbil, no Iraque, causou a morte de um sargento.

Essas perdas elevaram para 18 o número total de militares dos Estados Unidos mortos na guerra, somando-se a outras 13 baixas em serviço na região. O levantamento não contabiliza a morte de um membro da Guarda Nacional no Kuwait, ocorrida em 8 de março por emergência médica. Além das fatalidades, mais de 450 soldados foram feridos.

Custos financeiros e pressão política

A guerra contra o Irã já gerou um custo de ao menos US$ 37,5 bilhões aos contribuintes norte-americanos. O cenário tem intensificado a pressão da opinião pública sobre o governo, especialmente considerando que Donald Trump utilizou a promessa de não envolver o país em novos conflitos armados e o slogan "sem mais guerras" durante a campanha eleitoral de 2024.

Há, ainda, uma percepção interna de que as perdas militares atendem mais aos interesses de Israel do que aos objetivos estratégicos dos Estados Unidos. Em resposta às recentes baixas, o presidente endureceu o discurso na segunda-feira (20), afirmando que o regime de Teerã pagará um preço "muitas vezes maior" por cada combatente americano morto.

Cenário regional e vítimas civis

Embora as baixas dos EUA sejam numericamente inferiores às de outras nações, o impacto humanitário no Líbano e no Irã é severo. Até junho, o Líbano registrou 3.696 vítimas de bombardeios israelenses, realizados sob a justificativa de combater o Hezbollah. O volume de mortes civis nesse país gerou tensões diplomáticas entre Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No Irã, o número de mortos chegou a 3.468. Entre as baixas do regime estão altos funcionários e o próprio líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, morto no início do conflito. Um dos episódios mais graves ocorreu em Minab, onde um bombardeio a uma escola infantil resultou na morte de 156 civis, sendo 120 deles crianças.

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