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Doze golfinhos e baleias do parque canadense Marineland são transferidos para o Oceanogràfic na Espanha

27 de Agosto de 2026 às 12:12 3 min de leitura

Doze golfinhos e baleias do parque canadense Marineland foram transferidos para centros credenciados pela AZA, incluindo o Oceanogràfic, na Espanha. Seis fêmeas chegaram a Valência em voo fretado para evitar a eutanásia e garantir a sobrevivência dos animais. A operação envolveu a cooperação entre os governos do Canadá, Estados Unidos e Espanha

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Doze golfinhos e baleias do parque canadense Marineland são transferidos para o Oceanogràfic na Espanha
EFE/Ana Escobar

Doze golfinhos e baleias do parque canadense Marineland foram transferidos para o Oceanogràfic, em Valência, na Espanha, como parte de um esforço internacional para evitar a eutanásia e garantir o bem-estar dos animais. A operação, coordenada pela Associação de Zoológicos e Aquários (AZA), envolveu a cooperação entre governos do Canadá, Estados Unidos e Espanha, com apoio da Generalitat Valenciana.

Nesta etapa específica, seis fêmeas — as baleias Cleopatra e Jelly Bean e os golfinhos Tsunami, Lida, Echo e Marina — foram transportadas de Toronto em um voo fretado de sete horas. O trajeto incluiu deslocamentos terrestres em módulos projetados para a espécie, tanto no Canadá quanto na Espanha, sob supervisão constante de veterinários e especialistas.

Logística e redistribuição global

O resgate integra um plano maior de realocação de 30 baleias e quatro golfinhos do Marineland. Os animais estão sendo distribuídos entre cinco centros credenciados pela AZA: Shedd Aquarium, Georgia Aquarium, SeaWorld San Antonio, SeaWorld San Diego e o Oceanogràfic, sendo este último a única instituição europeia com a acreditação necessária para participar do processo.

A operação exigiu meses de planejamento logístico e sanitário. Equipes técnicas do Oceanogràfic viajaram ao Canadá previamente para avaliar a saúde de cada exemplar, visto que a condição sanitária dos animais demanda atendimento veterinário contínuo. A formação dos grupos de transporte foi planejada para preservar os vínculos sociais prévios, facilitando a adaptação ao novo habitat.

Protocolos de adaptação e monitoramento

Atualmente, os seis animais permanecem em áreas restritas ao público em Valência para assegurar a aclimatação e permitir que a equipe monitore individualmente a alimentação, o comportamento e as interações sociais. Não há prazos definidos para a abertura ao público; a integração com os demais animais do aquário dependerá da evolução de cada indivíduo.

O embaixador do Canadá na Espanha, Jeffery Marder, ressaltou que a colaboração bilateral foi fundamental para a viabilização do movimento. Para Daniel García-Párraga, diretor de Operações Zoológicas do Oceanogràfic, a mobilização de infraestrutura e expertise técnica é uma responsabilidade institucional quando a sobrevivência dos animais está em risco.

Histórico de resgates de cetáceos

A capacidade técnica do Oceanogràfic para lidar com traslados complexos foi consolidada em operações anteriores. Em junho de 2024, o centro participou do resgate das baleias Plombir e Miranda, transferidas do aquário NEMO, em Járkov, na Ucrânia, em meio ao conflito bélico.

Esses animais já convivem em Valência com as baleias Kylu e Yulka. A experiência acumulada no resgate ucraniano, considerado um dos mais complexos da Europa, foi aplicada diretamente no planejamento logístico e veterinário do atual traslado de animais do Canadá.

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