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Espanha aplica multas inéditas a influenciadores digitais por descumprimento da legislação audiovisual

30 de Agosto de 2026 às 06:14 2 min de leitura

A Comissão Nacional do Mercado de Competição da Espanha multou os influenciadores Ibai Llanos, Jordi Wild e Nachter por desrespeitarem a lei audiovisual. A ação, motivada por denúncias da Associação de Usuários da Comunicação, é a primeira penalização do órgão contra criadores de conteúdo no país

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Espanha aplica multas inéditas a influenciadores digitais por descumprimento da legislação audiovisual
EFE/José Manuel Vidal

A Comissão Nacional do Mercado de Competição da Espanha aplicou, em julho, multas inéditas a influenciadores digitais por descumprirem a legislação audiovisual do país. A medida, que marca a primeira vez que o órgão regulador penaliza criadores de conteúdo, atingiu Ibai Llanos, Jordi Wild e o humorista Nachter, que somam, juntos, mais de 129 milhões de seguidores.

Embora os valores das sanções tenham sido de apenas alguns milhares de euros, a ação estabelece um precedente jurídico e regulatório para a fiscalização de redes sociais no território espanhol.

A fiscalização do mercado digital

A ofensiva regulatória foi impulsionada pela Associação de Usuários da Comunicação (AUC). A entidade, apesar de possuir uma estrutura reduzida, consolidou-se como o principal agente de monitoramento de influenciadores na Espanha.

A AUC realizou a análise de mais de 50 mil anúncios e, somente em 2025, registrou a atuação em 250 casos de infrações diversas.

Perspectivas sobre o marketing de influência

Apesar do aumento da fiscalização e de debates recentes sobre uma possível queda na relevância dos criadores de conteúdo, a AUC contesta a tese de declínio do setor. Alejandro Perales, presidente da associação, afirma que o marketing de influenciadores mantém sua expansão, com investimentos e importância crescentes.

Perales observa que, embora existam exceções pontuais de perda de seguidores ou cancelamento de campanhas, não há evidências de que o mercado esteja saturado. Para a associação, as marcas continuam migrando para esses canais por encontrarem maior visibilidade, menor burocracia e custos reduzidos em comparação aos meios de comunicação tradicionais.

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