Espécie invasora de peixe asiático é detectada em cinco estados dos Estados Unidos
A detecção da cobra-de-água do norte, peixe asiático invasor, em cinco estados americanos levou o Serviço Geológico dos Estados Unidos a classificar a espécie como prejudicial. O animal ameaça ecossistemas e a pesca local devido à alta capacidade reprodutiva e sobrevivência fora da água. A compra, o transporte e a liberação do peixe estão proibidos
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A disseminação da "cobra-de-água do norte", um peixe de origem asiática, tornou-se um alerta ambiental nos Estados Unidos após a espécie ser detectada em Maryland, Nova York, Pensilvânia, Arkansas e Missouri. O animal representa uma ameaça direta aos ecossistemas locais e às atividades de pesca comercial e recreativa, motivando a emissão de avisos oficiais nessas regiões.
O predador possui corpo alongado, dentes agressivos e coloração semelhante à de serpentes, podendo chegar a um metro de comprimento. O principal fator de preocupação é a capacidade de absorver oxigênio atmosférico, o que permite que o peixe sobreviva por vários dias fora da água, desloque-se por terra e colonize lagoas ou áreas úmidas com baixos níveis de oxigênio — habitats onde outras espécies não conseguem resistir.
A rápida expansão da espécie é impulsionada por um ciclo reprodutivo agressivo. As fêmeas podem carregar até 50 mil ovos por ninhada, com eclosão em apenas dois dias. A baixa mortalidade natural dos filhotes é garantida pelo cuidado rigoroso e agressivo de ambos os pais. Esse crescimento populacional acelerado provoca o deslocamento de espécies nativas, já que a cobra-de-água do norte compete por alimento, baseando sua dieta em insetos, crustáceos e peixes pequenos.
Diante do impacto ecológico, o Serviço Geológico dos Estados Unidos classificou o animal como espécie prejudicial, proibindo sua compra, transporte ou liberação no ambiente. Contudo, a captura e o consumo são permitidos, sendo a carne descrita como de sabor suave e comestível.
Para conter o avanço, o Departamento de Recursos Naturais de Maryland orienta que os exemplares capturados sejam mortos por meio do corte da cabeça ou acondicionados em sacolas seladas. As autoridades solicitam que a população registre fotos e informe a localização exata dos peixes para auxiliar no monitoramento.
Embora a erradicação total seja considerada improvável, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem sustenta que a colaboração pública é essencial para controlar as populações existentes e mitigar os danos ambientais a longo prazo.