Espécie invasora de peixe-gato causa desequilíbrio ambiental no rio Ebro na Espanha
A introdução do siluro no rio Ebro, em 1947, tornou a espécie invasora no ecossistema espanhol. Recentemente, o pescador Luis Miguel González capturou e libertou um exemplar de 2,3 metros e 85 kg. O recorde do peixe no país é de 2,67 metros e 120 kg
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A introdução do siluro, peixe conhecido como peixe-gato, no rio Ebro, na Espanha, transformou o ecossistema local e criou um desafio ambiental persistente. Classificada como uma espécie aquática invasora, a fauna originou-se de uma ação ocorrida em 1947, quando pescadores alemães liberaram milhares de alevinos no curso d'água com o objetivo de capturá-los após o crescimento.
Características e impacto ambiental
O animal destaca-se por um corpo alongado e a presença de barbilhões peribucais — órgãos sensoriais que remetem aos bigodes de felinos. Essas características físicas, somadas a um porte que pode superar os dois metros de comprimento e 120 quilos, renderam ao peixe a alcunha de "monstro do Ebro".
Apesar do interesse gerado na pesca desportiva, a presença do siluro é problemática para o equilíbrio ambiental do rio, resultado de uma adaptação bem-sucedida de uma espécie fora de seu habitat original.
Registros de captura e recordes
A força e as dimensões do peixe atraem entusiastas que buscam exemplares extraordinários. O recorde registrado em território espanhol é de um indivíduo com 2,67 metros e 120 kg.
Recentemente, Luis Miguel González, pescador de Palencia, capturou um exemplar de 2,3 metros e aproximadamente 85 kg. A pesca ocorreu durante um período de cheia do rio, momento em que os peixes migram das profundezas para as margens em busca de alimento e abrigo. O processo de captura exigiu cerca de 30 minutos de esforço devido à potência e aos movimentos do animal.
Prática de preservação e soltura
A captura foi realizada por González e três amigos, integrantes do grupo "Foto e à água". O coletivo adota a metodologia de documentar o peixe e devolvê-lo ao rio para que outros pescadores tenham a oportunidade de capturá-lo novamente. Seguindo essa premissa, o exemplar de 85 kg foi libertado, mesmo sendo categorizado como uma espécie invasora.