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Estados Unidos atingem 140 alvos militares no Irã em meio a escalada no Oriente Médio

12 de Julho de 2026 às 12:01

Estados Unidos e Irã intensificaram ataques militares no Oriente Médio, com os americanos atingindo 140 alvos iranianos e Teerã atacando instalações dos EUA em quatro países do Golfo. O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disparou contra o navio GFS Galaxy, enquanto Donald Trump prometeu a destruição de regiões iranianas

Estados Unidos atingem 140 alvos militares no Irã em meio a escalada no Oriente Médio
NBC News

O governo dos Estados Unidos e o Irã enfrentam uma severa escalada militar no Oriente Médio, marcada por ataques coordenados a alvos estratégicos e disputas pelo controle do Estreito de Ormuz. No último sábado (11), o Comando Central das Forças Armadas dos EUA atingiu 140 alvos militares em território iraniano, somando mais de 300 ataques realizados ao longo de três noites. A ofensiva norte-americana visou reduzir a capacidade de Teerã de interceptar embarcações comerciais e civis na região. Em resposta, a mídia estatal do Irã reportou explosões nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Jask, na ilha de Qeshm e na província de Khuzistão, com a confirmação da morte de um soldado.

A tensão atingiu um novo patamar neste domingo, quando o Irã atacou instalações ligadas aos Estados Unidos em quatro países do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter destruído um centro de comando e hangares de drones na Jordânia, além de atingir um radar no Kuwait, plataformas de apoio a porta-aviões em Omã e um centro de manutenção de jatos e comando no Catar. No Catar, a interceptação de mísseis resultou em três feridos, incluindo uma criança, por estilhaços. Na Jordânia, três mísseis causaram danos materiais leves. Já nos Emirados Árabes Unidos, sistemas de defesa interceptaram drones e mísseis que operavam fora das fronteiras do país, enquanto sirenes de alerta foram acionadas no Bahrein.

No Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da rota e disparou tiros de advertência contra navios. Um ataque a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, em Omã, provocou um incêndio no navio GFS Galaxy. A tripulação precisou abandonar a embarcação; 23 pessoas foram resgatadas pelas autoridades omanenses, mas um tripulante segue desaparecido. Contrariando a versão iraniana, o Comando Central dos EUA afirmou que o estreito permanece aberto e que as forças norte-americanas estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação, classificando a ação de Teerã como uma agressão injustificada.

Donald Trump, em entrevista ao programa Meet the Press da NBC News, afirmou que o Irã havia aceitado um acordo de paz e a renúncia a armas nucleares antes de atacar a embarcação em Ormuz. O presidente americano, que desde o dia 8 de junho declara que o acordo de cessar-fogo assinado em 17 de junho "acabou", criticou duramente as autoridades iranianas. Trump também prometeu a destruição total de regiões do Irã após acusar o regime de conspirar para assassiná-lo.

A retórica de confronto é reforçada pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que declarou a inevitabilidade da vingança após o funeral de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, morto por ações dos EUA e Israel. O ciclo de violência atual foi precedido por bombardeios americanos em 7 de junho, após acusações de que o Irã teria atacado três navios comerciais.

Apesar do cenário bélico, tentativas de mediação persistem. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu moderação a ambos os lados. No sábado, Irã e Omã, com a participação do Catar, discutiram a gestão do tráfego e a segurança da navegação em Ormuz, com a diplomacia iraniana defendendo que os arranjos de tráfego sejam elaborados conjuntamente pelos Estados costeiros.

Com informações de G1

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