Estados Unidos barram a entrada de árbitro da Somália selecionado para a Copa do Mundo
Os Estados Unidos impediram a entrada do árbitro somali Omar Artan, selecionado para a Copa do Mundo. A decisão foi confirmada pelo Ministério da Juventude e Esportes da Somália nesta segunda-feira (8)
O governo dos Estados Unidos barrou a entrada de Omar Artan, árbitro da Somália que havia sido selecionado para atuar na Copa do Mundo de futebol. A decisão, ocorrida sob a gestão de Donald Trump, foi confirmada nesta segunda-feira (8) por Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali.
Apesar de possuir um visto válido, Artan teve o acesso negado, e as razões específicas para a expulsão ainda não foram esclarecidas. A Somália integra a lista de nações cujos cidadãos enfrentam restrições de viagem impostas pela administração americana.
Aos 34 anos, o profissional faria história como o primeiro árbitro somali a apitar partidas de uma Copa do Mundo. Ele estava entre os 52 selecionados para a edição atual do torneio, sediado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá. Artan integra o quadro da Fifa desde 2018, atua na liga de seu país e recebeu o título de Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.
O episódio ocorre em um cenário de tensão diplomática, já que Donald Trump classificou a Somália como "podre" no final de novembro e manifestou a intenção de extinguir o status especial que impede a deportação de cidadãos somalis. Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou publicamente sobre o caso do árbitro.