Estados Unidos deportam ativista iraniana pró-democracia para a República Centro-Africana
Uma ativista iraniana pró-democracia foi deportada dos Estados Unidos para a República Centro-Africana nesta sexta-feira (12). A medida integra acordos firmados pelo governo de Donald Trump com nações como Gana e República Democrática do Congo para a remoção de estrangeiros
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Uma ativista iraniana pró-democracia foi deportada dos Estados Unidos para a República Centro-Africana, conforme informou sua advogada, Emily Trostle, nesta sexta-feira (12). A medida ocorre após o Fundo de Defesa Jurídica Irano-Americano (IALDF) alertar, na quinta-feira (11), sobre o risco de expulsão de três mulheres iranianas que fugiram de perseguições em seu país, incluindo uma convertida ao cristianismo. Trostle não descartou que as outras duas mulheres enfrentem a mesma situação.
A previsão da ONG é que o transporte da ativista tenha destino a Bangui, capital centro-africana, com escala em Accra, capital de Gana. Ambos os países firmaram acordos com a gestão de Donald Trump para aceitar deportados de diversas nacionalidades, inclusive indivíduos que possuíam proteções legais na justiça americana contra a repatriação.
Essa estratégia de Washington inclui a República Democrática do Congo, nação que lida com um surto de Ebola, para viabilizar a remoção de pessoas que não podem ser legalmente enviadas de volta aos seus países de origem.
Embora o Departamento de Segurança Interna dos EUA tenha assegurado, na semana passada, que todos os deportados passam pelo devido processo legal e que os pactos são legítimos, organizações de direitos humanos contestam a legalidade da operação. Tais grupos apontam a falta de transparência nos detalhes dos acordos e denunciam que muitos dos deportados acabam sendo repatriados forçadamente.