Estados Unidos implementam bloqueio naval total a portos e regiões costeiras do Irã
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos ataques ao litoral sul do Irã nesta terça-feira (14) e implementaram um bloqueio naval total às regiões costeiras iranianas. O governo americano busca o controle do Estreito de Ormuz após a ruptura de um acordo de paz entre Washington e Teerã. O presidente Donald Trump substituiu a cobrança de pedágio na região por acordos de comércio e investimento com nações do Golfo Pérsico
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As Forças Armadas dos Estados Unidos intensificaram a ofensiva contra o Irã com novos ataques a alvos no litoral sul do país nesta terça-feira (14). A operação militar precede a implementação de um bloqueio naval total a portos e regiões costeiras iranianas, medida que entrou em vigor às 17h (horário de Brasília).
Escalada militar e controle naval
As investidas aéreas e marítimas ocorrem pelo quarto dia consecutivo, consolidando a retomada do conflito. O governo americano confirmou que o bloqueio naval será aplicado exclusivamente a embarcações do Irã ao longo de toda a sua costa.
A estratégia inclui a intenção do presidente Donald Trump de assumir o controle do Estreito de Ormuz, ponto crítico para o transporte global de gás e petróleo. O anúncio dessa movimentação, feito na segunda-feira (13), provocou a alta dos preços do petróleo, que atingiram o patamar mais elevado em um mês.
Mudanças nas medidas econômicas
Apesar de manter o bloqueio naval no estreito, Trump recuou na proposta de cobrar um pedágio de 20% sobre as mercadorias transportadas por navios que cruzam a região. A taxa, anunciada anteriormente, será substituída por acordos de investimento e comércio com diversas nações do Golfo Pérsico.
Ruptura do acordo de paz
O atual cenário de hostilidades marca o colapso de um tratado assinado em junho entre Washington e Teerã. O acordo previa um cessar-fogo e abria uma janela de 60 dias para a negociação de termos definitivos de paz. No entanto, a trégua foi rompida na semana passada, levando ao abandono do documento.
Para formalizar a situação, o presidente dos EUA enviou uma notificação ao Congresso norte-americano informando a retomada oficial do conflito com o Irã.