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Estados Unidos iniciam novas ofensivas aéreas contra alvos militares e infraestruturas no Irã

20 de Julho de 2026 às 18:07

Os Estados Unidos iniciaram ofensivas aéreas contra o Irã nesta segunda-feira (20), atingindo usinas nucleares, elétricas, de dessalinização e infraestruturas militares. A operação, autorizada por Donald Trump, ocorre após a morte de dois militares americanos em 17 de julho e a suspensão de acordos diplomáticos

Estados Unidos iniciam novas ofensivas aéreas contra alvos militares e infraestruturas no Irã
U.S. Central Command/Handout via REUTERS

Os Estados Unidos iniciaram novas ofensivas aéreas contra o Irã nesta segunda-feira (20), conforme anunciado pelo Comando Central do país. A operação, autorizada pelo presidente Donald Trump, teve início às 19h (horário de Brasília) e ocorre após a promessa de retaliação do governo americano pela morte de seus militares.

Alvos e impactos da ofensiva

As forças armadas dos EUA assumiram a autoria de bombardeios realizados no domingo (19) contra a usina nuclear de Darkhovin, que está em construção no sudoeste iraniano. Outros ataques atingiram a cidade portuária de Bushehr, onde a defesa antiaérea da usina nuclear local foi ativada.

A ofensiva americana também mirou infraestruturas civis, incluindo pontes e usinas de dessalinização. Na província de Hormozgan, no sul do país, bombardeios atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização. De acordo com a agência IRNA, a destruição de uma dessas usinas interrompeu o fornecimento de água para aproximadamente 10 mil pessoas, enquanto outra unidade foi danificada na ilha de Qeshm, situada no Estreito de Ormuz. Explosões também foram registradas em Bandar Abbas.

Escalada militar e baixas

O conflito se intensificou após ataques iranianos na Jordânia, onde a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído três aeronaves e dois caças americanos através do uso de mísseis e drones contra a base de Al Azraq. O jornal The New York Times reportou danos a diversos helicópteros, incluindo modelos Black Hawks.

O Comando Central (CENTCOM) confirmou que, em 17 de julho, dois militares americanos morreram em ação durante a defesa contra mísseis balísticos e drones iranianos, com outro soldado desaparecido. Desde o começo do conflito, cerca de 430 combatentes dos EUA ficaram feridos.

Ruptura de acordos diplomáticos

A tensão entre Teerã e Washington cresce desde que o acordo de cessar-fogo, assinado em junho, foi naufragado. O Irã anunciou, no último sábado, a suspensão de seus compromissos previstos no tratado.

O líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os Estados Unidos descumpriram acordos de paz firmados durante a guerra no Oriente Médio, questionando a credibilidade da assinatura do presidente americano. Antes dos ataques de sábado, Khamenei alertou que Washington pagaria pela tentativa de escalar o conflito.

Atualmente, o Centcom realiza ataques contra depósitos subterrâneos de armas, capacidades marítimas, infraestrutura logística militar e instalações de vigilância iranianas pela sétima noite consecutiva.

Com informações de G1

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