Estados Unidos intensificam ofensiva militar contra instalações do Irã no Estreito de Ormuz
Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram instalações iranianas em Bandar Abbas e na ilha de Grande Tunb nesta quarta-feira (15), resultando na morte de sete militares. O Irã ameaçou obstruir rotas marítimas, incluindo o estreito de Bab El-Mandeb, em resposta às ofensivas e ao bloqueio naval estadunidense
As Forças Armadas dos Estados Unidos intensificaram a ofensiva militar contra o Irã nesta quarta-feira (15), com ataques concentrados em instalações utilizadas pelo governo iraniano para ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz. A operação mais recente ocorreu durante a tarde, atingindo a região de Bandar Abbas, principal cidade portuária do sul do país e ponto estratégico no Oriente Médio, fato confirmado pelas autoridades locais.
Cronologia das operações e baixas
A movimentação militar começou mais cedo, entre 7h e 8h30 (horário de Brasília), com bombardeios contra a ilha de Grande Tunb, no Golfo Pérsico. Essa primeira onda de ataques resultou na morte de sete militares iranianos em um quartel situado próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do território persa.
Reações e tensões marítimas
Em resposta às ações de Washington, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou obstruir outras rotas marítimas globais que favoreçam os interesses estadunidenses. A medida é apresentada como retaliação ao bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos e às exportações de petróleo do Irã.
Além da manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz, o regime iraniano sinalizou a possibilidade de intervir no estreito de Bab El-Mandeb, via crucial que conecta o Golfo de Aden ao Mar Vermelho e, consequentemente, ao Mar Mediterrâneo.
Posicionamento político e investimentos militares
Paralelamente aos ataques, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã demonstra forte interesse em firmar um acordo de paz, embora tenha ressaltado que a decisão final sobre tal passo cabe a Washington.
A declaração ocorreu durante a inauguração de uma unidade de produção de armamentos e equipamentos militares na Pensilvânia. Para a construção da fábrica, que produzirá submarinos, navios, caminhões e armamentos industriais, o orçamento da Defesa dos EUA destinou US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 50,92 bilhões).