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Estados Unidos registram as primeiras mortes por sarampo em 2024 na Pensilvânia

26 de Agosto de 2026 às 12:06

Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo em 2024, ocorridas na Pensilvânia com pessoas não vacinadas. O país registra 2.777 casos confirmados este ano, enquanto a cobertura vacinal infantil caiu para menos de 93%

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As autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes por sarampo registradas em 2024. As vítimas, residentes do Condado de Lancaster, na Pensilvânia, não haviam sido vacinadas. O estado não contabilizava óbitos causados pela doença há 35 anos.

O cenário reflete um surto generalizado no país. De acordo com o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), os Estados Unidos já somam 2.777 casos confirmados apenas este ano, superando a marca de 2.289 registros de todo o ano de 2025. No ano anterior, a doença causou três mortes.

Queda na imunização e riscos sanitários

O avanço do vírus é impulsionado pela redução da cobertura vacinal infantil, que recuou de mais de 95% em 2020 para menos de 93% na atualidade. Esse declínio, iniciado em 2016 e intensificado durante a pandemia de Covid-19, compromete a proteção coletiva, já que o patamar mínimo de segurança para conter o sarampo é de 95%.

A doença é provocada por um vírus transmitido pelo ar através de tosses, espirros ou respiração próxima. O agente infeccioso pode permanecer ativo em superfícies e no ambiente por até duas horas após a saída do paciente, tornando-a uma das patologias mais contagiosas. A prevenção é feita via vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é utilizada globalmente, inclusive no Brasil, há pelo menos cinco décadas.

Influência política e desinformação

A tendência de queda na vacinação é reforçada por discursos do presidente Donald Trump e de Robert F. Kennedy Jr., nomeado para a pasta da Saúde. Em 10 de agosto, Trump assinou uma ordem executiva para reformular o calendário de vacinação infantil, defendendo a substituição da tríplice viral por doses isoladas para cada doença. O presidente alegou riscos de morte, embora não tenha apresentado pesquisas, dados ou óbitos que comprovem a afirmação.

O governo também retomou a tese de que vacinas estariam ligadas ao autismo. Essa hipótese originou-se de um estudo de 1998 do médico britânico Andrew Wakefield, posteriormente classificado como fraudulento. O autor perdeu a licença médica e a revista que publicou o trabalho retratou a pesquisa. A Organização Mundial da Saúde afirma que estudos realizados com milhões de crianças em diversos países não encontraram qualquer relação causal entre a imunização e o transtorno.

Com informações de G1

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