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Estruturas com 2.400 anos são localizadas no fundo de barragem no sudeste da Turquia

06 de Maio de 2026 às 12:07

Gendarmaria Turca localizou estruturas de 2.400 anos no fundo do lago da barragem de Dicle, na região de Eğil. O conjunto inclui mesquitas, túmulos, madraças e o banho bizantino Deranbad. A submersão preservou a forma original e os detalhes arquitetônicos das construções

Estruturas submersas com cerca de 2.400 anos foram localizadas no fundo do lago formado pela barragem de Dicle, no sudeste da Turquia. O achado ocorreu na região de Eğil, durante um treinamento de mergulho realizado pela Gendarmaria Turca em águas que controlam o fluxo do rio Tigre.

As imagens capturadas sob a água revelaram um conjunto diversificado de construções que abrangem diferentes períodos históricos, incluindo mesquitas, túmulos, lápides, madraças — escolas religiosas — e o banho bizantino Deranbad, além de remanescentes de edificações civis. A variedade dessas estruturas, que englobam espaços de culto, educação, sepultamento e convivência, indica que a localidade foi estratégica para diversas civilizações ao longo do tempo.

Um fator determinante da descoberta é o estado de conservação das ruínas. Mesmo após décadas sob a água, parte das construções manteve a forma original e detalhes arquitetônicos, o que facilita a análise arqueológica. Esse fenômeno ocorreu porque a submersão limitou o contato dos materiais com o ar, retardando a degradação natural e transformando o reservatório da barragem em um mecanismo de preservação involuntária.

A barragem de Dicle exerceu um papel ambíguo sobre o patrimônio da região: ao mesmo tempo que inundou o vale habitado e ocultou cidades inteiras, acabou por proteger fragmentos históricos da exposição atmosférica. Agora, a área funciona como um laboratório de arqueologia subaquática, permitindo o acesso a registros que não poderiam ser estudados por métodos terrestres convencionais.

O estudo desses vestígios possibilita a reconstrução do cotidiano, da organização social e da arquitetura das populações antigas. Além disso, a investigação documenta como grandes obras de infraestrutura e inundações modificam a paisagem, soterrando centros urbanos e templos, mas mantendo viva a memória humana por meio de registros preservados sob a água.

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