Exército de Israel bombardeia mesquita na Cidade de Gaza sob alegação de depósito de armas
Forças militares de Israel bombardearam a mesquita Al Muttaqin na Cidade de Gaza na terça-feira (28). O exército israelense afirmou que o local servia como depósito de armas do Hamas. A destruição total da estrutura foi confirmada pelo Ministério de Dações e Assuntos Religiosos da Faixa de Gaza
As forças militares de Israel bombardearam a mesquita Al Muttaqin, localizada na Cidade de Gaza, capital da Faixa de Gaza. O ataque ocorreu na terça-feira (28) e foi confirmado oficialmente pelo exército israelense na quarta-feira (29).
Justificativa e contexto militar
O comando militar de Israel afirmou que a estrutura era utilizada como um depósito de armas pelo Hamas. De acordo com a força armada, a operação fez parte de uma série de ações realizadas na última semana para desmantelar armamentos no norte e no centro do território palestino. O exército destacou ainda que enviou avisos prévios à população civil antes da ofensiva.
Impacto humanitário e infraestrutura
A destruição total da mesquita foi confirmada por Amir Abu Al-Amrain, diretor-geral do Ministério de Dações e Assuntos Religiosos na Faixa de Gaza. Registros visuais da agência AFP mostraram colunas de fumaça sobre acampamentos de deslocados e civis palestinos removendo escombros após a explosão.
O episódio ocorre em um cenário de persistência de conflitos, mesmo com um cessar-fogo vigente. Desde o início da trégua, em outubro de 2025, 1.207 pessoas morreram na região. Paralelamente, as negociações para um acordo definitivo de paz seguem em impasse.
Danos ao patrimônio
O ataque soma-se a um histórico de perdas culturais e religiosas desde o início da guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023. Dados da Unesco, atualizados até 24 de março de 2026, apontam que 164 locais foram danificados, sendo 14 deles espaços religiosos.