Federação espanhola de futebol é a primeira do mundo a custear congelamento de óvulos para atletas
A federação espanhola de futebol passou a custear o congelamento de óvulos para suas atletas. A medida busca evitar a interrupção de carreiras profissionais devido à maternidade. A FIFA e a UEFA ainda não possuem protocolos sobre a preservação de gametas
A federação espanhola de futebol tornou-se a primeira organização do gênero no mundo a custear o congelamento de óvulos para suas atletas. A medida visa permitir que as jogadoras adiem a maternidade sem que isso signifique a interrupção de suas carreiras profissionais.
Impacto na carreira e biologia
A iniciativa foi celebrada por Alexia Putellas, destacada no cenário global do futebol, que classificou a decisão como um avanço significativo. Para a atleta, o reconhecimento da federação é fundamental, pois valida o conflito entre a dedicação ao país e as limitações do relógio biológico.
Riscos e complexidades médicas
Apesar de ampliar as possibilidades reprodutivas, o tratamento de fertilidade envolve riscos à saúde. A ex-jogadora Larraitz Lucas relatou ter sido hospitalizada devido a um quadro de hiperestimulação ovariana, condição em que o organismo continua tentando produzir óvulos após a extração.
Além disso, o uso de hormônios durante o processo de um a dois meses provoca alterações corporais intensas. Lucas ressaltou que, em períodos anteriores, tal intervenção poderia ser interpretada como doping, dado que as substâncias podem gerar vantagens físicas ao organismo.
Ausência de protocolos globais
Enquanto a federação da Espanha define os detalhes operacionais da medida, as principais entidades do futebol mundial, como a FIFA e a UEFA, ainda não estabeleceram protocolos claros para lidar com a preservação de gametas em atletas.