Foto de ursa polar se alimentando de baleia vence o World Press Photo 2026
Uma foto de Roie Galitz, vencedora do World Press Photo Contest 2026, mostra uma ursa polar se alimentando de uma baleia-baleia de 35 toneladas no Ártico. O registro feito por drone em Svalbard evidencia a diferença de porte entre as espécies e um comportamento alimentar oportunista
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Um registro feito por drone no Ártico, ao norte do arquipélago norueguês de Svalbard, capturou a imagem de uma ursa polar se alimentando do cadáver de uma baleia-baleia macho. A cena, que evidencia a disparidade de dimensões entre as duas espécies, foi selecionada como uma das vencedoras do World Press Photo Contest 2026.
A fotografia, intitulada "Urso Polar em Baleia-Baleia" e produzida pelo fotógrafo Roie Galitz, revela que a presa possuía mais de 35 toneladas, massa superior a 100 vezes o peso do predador. O registro foi realizado a partir de uma pequena embarcação, permitindo a visualização de uma proporção incomum mesmo para os ecossistemas do extremo norte.
Dinâmica alimentar e ambiental
A situação é atípica, pois a dieta habitual dos ursos polares consiste prioritariamente em focas. Além da raridade da presa, a localização do animal morto chamou a atenção: o corpo estava em uma área de águas rasas e gelo flutuante, ambiente distante dos oceanos profundos onde as baleias-baleia costumam habitar e mergulhar.
A presença do mamífero marinho naquela região pode ser explicada por processos biológicos pós-morte. A organização Polar Bears International indica que, embora a maioria das baleias afunde, cerca de 10% dos corpos voltam a flutuar devido aos gases da decomposição, sendo posteriormente deslocados por correntes marítimas para zonas menos profundas.
Impacto visual e ecológico
O júri do World Press Photo destacou a composição da imagem como um estudo visual e conceitual da natureza, ressaltando a relação de escalas e a perspectiva incomum da cena. Para os avaliadores, o contraste entre a magnitude da baleia e a ursa polar transcende a representação de um comportamento alimentar oportunista.
O registro também serve como alerta para as alterações no habitat do Ártico. O aquecimento global e a consequente redução do gelo marinho impactam a locomoção e a obtenção de alimento para a espécie. A imagem de Galitz sintetiza a interseção entre a sobrevivência animal, a disponibilidade de recursos excepcionais e as transformações ambientais na região.