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Governo da Venezuela eleva para 589 o número de mortos após terremotos no norte do país

26 de Junho de 2026 às 12:05

Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 no norte da Venezuela deixaram 589 mortos e 2.980 feridos. O governo militarizou o estado de La Guaira, onde 250 edifícios foram danificados, enquanto equipes do Brasil e Estados Unidos iniciam socorro

O governo da Venezuela atualizou, nesta quinta-feira (25), o número de vítimas fatais dos terremotos que atingiram o norte do país para 589 pessoas, além de 2.980 feridos. Os sismos, ocorridos na noite de quarta-feira (24), foram os mais potentes registrados no território venezuelano em mais de um século.

A tragédia foi causada por dois abalos sucessivos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, que ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e com apenas 5 quilômetros de distância entre si. O epicentro do tremor mais forte foi localizado em El Guayabo, a 168 km de Caracas. A baixa profundidade dos sismos e a localização em áreas densamente povoadas ampliaram a destruição, resultando no fechamento do aeroporto internacional de Caracas e em fortes danos em cidades costeiras, como La Guaira.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, informou que o balanço atual é provisório. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) projetam que a contagem de mortos possa ultrapassar 10 mil pessoas, considerando a intensidade dos tremores e a precariedade das estruturas atingidas.

No estado de La Guaira, classificado como zona de desastre, o governo determinou a militarização da região para coordenar as ações de emergência. Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, relatou que 250 edifícios foram totalmente derrubados ou danificados, com a estimativa de que 200 pessoas ainda estejam presas sob os escombros. Paralelamente aos esforços oficiais de resgate, grupos de moradores organizaram buscas por parentes, registrando mais de 24 mil desaparecidos.

Para auxiliar nos trabalhos de localização de vítimas, países como Brasil e Estados Unidos enviaram equipes de socorro, que começaram a chegar ao país nesta sexta-feira (26).

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