Governo dos Estados Unidos substitui termo inteligência artificial por superinteligência em comunicações oficiais
O presidente Donald Trump determinou a substituição do termo inteligência artificial por superinteligência em documentos e comunicações oficiais dos Estados Unidos. A medida visa acelerar a aplicação de sistemas avançados em setores estratégicos e modernizar serviços digitais federais. Executivos de tecnologia assinaram um acordo voluntário para intensificar a segurança e a prevenção de ataques cibernéticos
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O governo dos Estados Unidos determinou a substituição do termo inteligência artificial (IA) por superinteligência (SI) em todas as comunicações oficiais, documentos de política e correspondências de agências e departamentos federais. A medida, formalizada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, estabelece a obrigatoriedade do novo conceito e de sua sigla para tentar mitigar as críticas crescentes à indústria tecnológica no país.
Para viabilizar a transição, o Conselho de Assessores Presidenciais de Ciência e Tecnologia ficou responsável por elaborar a definição federal de superinteligência, além de identificar quais novas ações executivas serão precisas para a implementação do termo.
Estratégia de desenvolvimento e serviços públicos
A Casa Branca vincula a mudança terminológica a um plano para acelerar a aplicação de sistemas avançados em setores estratégicos, como indústria, energia, medicina e pesquisa científica. Como parte dessa iniciativa para melhorar a percepção pública da tecnologia, foi anunciada a modernização dos serviços digitais do governo. O objetivo é ampliar as funcionalidades de plataformas federais para tornar mais eficiente o acesso a benefícios públicos e a solicitação de passaportes.
Acordos de segurança e liderança global
A decisão ocorre em um cenário de debate intenso sobre os riscos de sistemas avançados e o impacto de centros de dados nas comunidades locais, inclusive com alertas das próprias empresas do setor sobre a necessidade de maiores salvaguardas. No entanto, Trump rejeita a imposição de controles rigorosos, argumentando a necessidade de os Estados Unidos manterem a hegemonia tecnológica frente à China.
Nesse contexto, o presidente reuniu na Casa Branca os executivos das seis maiores empresas de tecnologia do país para discutir a expansão da infraestrutura de dados e a segurança dos avanços tecnológicos. Participaram do encontro:
- Sundar Pichai (Google)
- Elon Musk (xAI)
- Dario Amodei (Anthropic)
- Mark Zuckerberg (Meta)
- Jensen Huang (Nvidia)
Ao final da reunião, foi assinado um acordo voluntário para intensificar a segurança da tecnologia. O compromisso prevê a adoção de revisões externas, avaliações de risco e a implementação de controles internos para monitorar o comportamento dos modelos, com foco especial na prevenção de ataques cibernéticos.
A movimentação acontece enquanto o governo e os republicanos enfrentam a manutenção de sua maioria no Congresso.