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Governo francês mobiliza 70 mil policiais para monitorar manifestações em Paris e outras cidades

24 de Outubro de 2026 às 15:00 3 min de leitura

O governo francês mobilizou 70 mil policiais neste sábado (24) para monitorar manifestações em diversas cidades, resultando em 135 prisões. Em Paris, museus e lojas fecharam e mais de 20 estações de metrô foram interditadas. A polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar multidões em Lyon

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O governo francês mobilizou 70 mil policiais neste sábado (24) para monitorar manifestações em Paris e em diversas cidades do país. A operação visa impedir a repetição de saques e distúrbios ocorridos no fim de semana anterior, quando protestos contra a precarização de serviços públicos e o custo de vida resultaram em graves confrontos.

Para reforçar a segurança, o contingente atual é 10 mil agentes maior do que o utilizado no dia 17 de outubro. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 135 pessoas foram presas em todo o território nacional até o início da tarde, após revistas preventivas que apreenderam esferas de rolamento, fogos de artifício e outros itens com potencial bélico.

Impacto no comércio e turismo em Paris

O centro da capital francesa operou sob forte restrição. Como medida de precaução, mais de 20 estações de metrô foram interditadas, enquanto museus e lojas fecharam suas portas. Instituições culturais de destaque, como o Musée d’Orsay, a Ópera de Paris e o Louvre, permaneceram fechadas, impactando o fluxo de turistas.

A decisão de encerrar as atividades comerciais foi incentivada por entidades empresariais, após milhares de estabelecimentos serem danificados ou saqueados na semana anterior.

Disputas judiciais e repressão

A definição do trajeto da principal marcha em Paris ocorreu apenas após uma disputa na Justiça. A polícia tentou desviar o percurso do centro para a região sudeste da cidade, alegando que a rota original passava por áreas com alta densidade de empresas vulneráveis a ataques.

Jean-Luc Mélenchon, liderança da esquerda radical, criticou a manobra, afirmando que a mudança tardia visava desorganizar os manifestantes. Enquanto a caminhada na capital começou de forma pacífica, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar multidões em Lyon.

Tensões políticas e sociais

Em Orléans, a primeira marcha autorizada do dia ocorreu pacificamente, com foco em protestos contra o congresso do partido Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen. O prefeito de Saint-Denis e membro do partido França Insubmissa (LFI), Bally Bagayoko, declarou que a mobilização servia para enfrentar a extrema direita.

O clima de instabilidade foi agravado por um ataque ocorrido na sexta-feira (23), a oeste de Paris. Um atirador, suspeito de motivação islamofóbica, matou uma pessoa e feriu outras quatro, incluindo uma criança de 12 anos.

Nas ruas, manifestantes questionaram a desproporcionalidade da resposta estatal, evidenciada pela presença de soldados patrulhando a Champs-Élysées, argumentando que a repressão policial ignora a situação de empobrecimento da população.

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